Quem é Jesus Cristo?
QUEM É JESUS CRISTO?
PRIMEIRA PARTE
Um repórter de uma grande emissora de televisão no Brasil certa vez disse que Jesus Cristo é muito adorado; porém, pouco conhecido. Logo após, indagou: “QUEM É JESUS CRISTO?”
Enquanto esteve presente em carne aqui na Terra, Jesus Cristo mostrou-se interessado em saber o que as pessoas pensavam a seu respeito.
No Evangelho de Mateus 16:13-15, está escrito: “Chegando Jesus à região de Cesareia de Filipe, interrogou os seus discípulos: Quem dizem os homens ser o filho do homem? E vós, quem dizeis que eu sou?”
No capítulo 22, versículos 41 e 42, do mesmo Evangelho, está escrito: “Reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus: Que pensais vós do Cristo? De quem é Filho?”
Hoje, Jesus Cristo está representado aqui na Terra na pessoa do Espírito Santo (João 14:16-26), e com certeza continua interessado em saber o que as pessoas pensam a seu respeito.
Jesus Cristo é apresentado ao mundo, entre outros meios, através da Bíblia Sagrada.
O Supremo Pai do Senhor Jesus Cristo elaborou a Bíblia e a escreveu através de seus escolhidos, expressando a pessoa e obra de seu querido Filho, o Senhor Jesus Cristo, com a finalidade de mostrar ao mundo o caminho da salvação, a respeito da qual Jesus declara: “Eu sou o caminho a verdade e vida, ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:06).
Jesus Cristo é o eixo motor da Bíblia.
A razão principal da Bíblia é apresentar Jesus Cristo ao mundo, e o caráter de Deus também é revelado através dela.
A Bíblia ainda revela a obra da criação, revela o povo de Israel, mas revela principalmente o Salvador do mundo: o Senhor Jesus Cristo.
Na Bíblia, Jesus começa a ser anunciado no livro de Gênesis, percorre todos os livros até o Apocalipse, de onde emana para entrar na vida de todos aqueles que têm sede e fome da verdade a respeito da vida e existência da raça humana na face do planeta Terra.
Portanto, tudo o que veremos aqui será pela luz da Bíblia Sagrada.
JESUS, O FILHO DE DEUS.
Desde a queda do homem da presença de Deus no jardim do Éden (Gênesis 3:1-19), Deus começou a anunciar a vinda de um homem que seria a salvação espiritual da humanidade.
A primeira profecia referente a esse Salvador foi anunciada ainda no jardim do Éden, quando o Criador disse ao tentador, no tocante à descendência da mulher:
“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e O SEU DESCENDENTE; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirá o calcanhar” (Gênesis 3:15).
A frase “...O SEU DESCENDENTE...” (no singular) refere-se ao Salvador que haveria de vir ao mundo e salvar a humanidade de sua queda espiritual. Desse dia em diante, Deus anunciou muitas vezes e de muitas maneiras a vinda desse Salvador ao mundo.
No decorrer dos séculos, o Salvador passou a receber vários títulos anunciados pelos profetas, dos quais cito alguns:
O Senhor, Nossa Justiça; Messias, Cristo e Emanuel, conforme a profecia do profeta Isaías:
“Portanto o mesmo Senhor vós dará um sinal: A virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome EMANUEL”; que quer dizer DEUS CONOSCO (Isaías 7:14; Mateus 1:23).
E ainda a profecia do profeta Jeremias:
“Vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo, um rei que reinará e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra. Este será o seu nome, com o que o nomearão: O SENHOR, NOSSA JUSTIÇA” (Jeremiasr 23:5-6).
Miqueias 5:2 registra:
“Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”
Outra profecia de Isaías diz:
“Um menino nos nasceu; um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. Do aumento do seu governo e paz não haverá fim. Reinará sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos exércitos fará isto” (Isaias 9:6-7).
Então, as profecias que se referiam à vinda do Salvador ao mundo se cumpriram. O Descendente da mulher nasceu, o Salvador realmente veio ao mundo, nascido de uma virgem, a qual lhe pôs o nome de JESUS; e Ele se apresentou ao mundo com o título de O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO, conforme a declaração de Pedro e a aprovação de Jesus no Evangelho segundo Mateus 16:16-17:
“Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo. Respondeu-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus.”
Em lugar algum da Bíblia, ou fora dela, descobriremos que Jesus declarou ser um Filho de Deus de um modo que desse a entender uma relação meramente religiosa com Deus, que outras pessoas poderiam também obter antes da conclusão do plano de salvação.
De um modo inconfundível, Jesus deu a entender que Ele é não apenas “UM”, mas “O” Filho de Deus. Todo cristão é “UM” filho de Deus. Jesus é “O” Filho de Deus. Este título especial atribuído a Jesus se deve ao fato de Ele ser o único Filho de Deus, co-igual com Deus, herdeiro de tudo.
O autor da epístola aos Hebreus escreveu:
“Havendo Deus outrora falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós, falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu HERDEIRO DE TUDO, por quem fez o mundo. O FILHO É O RESPLENDOR DA SUA GLÓRIA E A EXPRESSA IMAGEM DA SUA PESSOA...” (Hebreus 1:1-3).
Certa vez, Jesus orou assim:
“E agora, Pai, glorifica-me na tua presença com a glória que tinha contigo ANTES QUE O MUNDO EXISTISSE” (João 17:5).
O texto de João 1:1-2, 14, registra:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” “O Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória. A glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”
Quando esteve presente em carne aqui na Terra, Jesus demonstrou ter um relacionamento muito íntimo com Deus. Esse relacionamento, em parte, se revela na palavra aramaica “ABA”, que Jesus usava. Ninguém antes de Jesus havia se dirigido a Deus usando essa palavra. Os judeus oravam a Deus como Pai, mas suas orações eram essencialmente apelos a Deus por misericórdia e perdão. Na maneira como Jesus se dirigia a Deus, “ABA”, não há qualquer apelo à misericórdia de Deus. “Aba” é uma palavra de uso familiar que reflete profunda intimidade. Certa vez, Jesus declarou:
“ASSIM COMO O PAI ME CONHECE, TAMBÉM EU CONHEÇO O PAI...” (João 10:15).
Entre os motivos que levaram os fariseus ao desejo de perseguir e matar Jesus estava o fato de Ele ter se apresentado como sendo o Filho de Deus, o Messias prometido.
Todavia, somente esse motivo não teria causado tanto ódio naqueles religiosos falsos, porque eles já estavam acostumados com concorrentes que sempre diziam ser alguma coisa, mas que, no final, não davam em nada, conforme lemos:
“Algum tempo atrás levantou-se Teudas, DIZENDO SER ALGUÉM, e a este se ajuntou cerca de quatrocentos homens. Ele foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos, dispersos e reduzidos a nada. Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muito povo após si. Mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos” (Atos 5:36-37).
Mas Jesus era diferente. Jesus apresentara-se como sendo o Filho de Deus, mas também havia feito jus a este título. Ele falou como o Filho de Deus, operou milagres como o Filho de Deus, porque, na verdade, Ele era o Filho de Deus.
As profecias se cumpriam em Jesus, MAS JESUS CONDENAVA EM ALTO E BOM SOM A HIPOCRISIA DAQUELES HOMENS, dizendo:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Condutores cegos! Sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora são formosos, mas por dentro não há vida”;
“Atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem nos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los.”
“Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mateus 23:27-33).
Acredito que por este motivo, até hoje muitos judeus não gostam de Jesus. Ele tinha que ir para a cruz (Mateus 27:52-54), mas ela era para malfeitores. Como um justo poderia morrer na cruz? Denunciando a falcatrua dos poderosos. Jesus fez isso, deu certo. Os escribas e fariseus decidiram matar Jesus. Quão pouco perceberam que era Jesus quem governava os eventos, e não eles mesmos.
“ENTÃO OS PRINCIPAIS SACERDOTES E OS FARISEUS CONVOCARAM UMA REUNIÃO NO SINÉDRIO, E DISSERAM: QUE FAREMOS? ESTE HOMEM REALIZA MUITOS SINAIS MIRACULOSOS. SE O DEIXARMOS PROSSEGUIR ASSIM, TODOS CRERÃO NELE...” (João 11:47-48).
“DESDE AQUELE DIA, RESOLVERAM MATÁ-LO.” (João 11:53).
Jesus falou:
“Jerusalém, Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e tu não quiseste! Agora a vossa casa vos ficará deserta. Pois eu vos digo que desde agora não me vereis mais, até que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor” (Lucas 13:34-35).
“Eu vim lançar fogo na terra, e que mais quero, se já está aceso? Importa, porém, que eu seja batizado com certo batismo, e como me angustio até que venha a cumprir-se!” (Lucas 12:49).
Quando Jesus foi crucificado e rendeu o espírito, muitos creram nele. Mateus 27:54 registra:
“O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: VERDADEIRAMENTE ESTE ERA FILHO DE DEUS.”
Eles reconheceram que Jesus era verdadeiro, e Jesus havia declarado ser VERDADEIRAMENTE O FILHO DE DEUS.
JESUS, POIS, É O FILHO DE DEUS, ÚNICO FILHO CO-IGUAL COM DEUS, HERDEIRO DE TUDO.
Eis aí o motivo por que Deus exige que o confessemos como Senhor (Romanos 10:9-10). A palavra Senhor significa: O Dono, o Proprietário. Jesus é o herdeiro de tudo. Naturalmente, temos que confessá-lo como o dono de tudo. Não confessar Jesus Cristo como Senhor é negar a sua autoridade. Não é possível pertencer ao reino de Deus sem reconhecer a autoridade do Senhor Jesus Cristo.
JESUS, O CRISTO.
O nome JESUS foi indicado a José e a Maria por um anjo e designou a missão especial que Ele veio cumprir:
“E LHE CHAMARÁS PELO NOME JESUS, PORQUE ELE SALVARÁ O SEU POVO DOS PECADOS DELE” (Mateus 1:21 e Lucas 1:31).
JESUS significa: “JEOVÁ É SALVAÇÃO.”
A palavra CRISTO é grega e quer dizer UNGIDO, correspondente à palavra hebraica MESSIAS, que tem o mesmo sentido. UNGIDO era o título dado aos profetas, sacerdotes e reis que haviam recebido poder e autoridade da parte de Deus para exercerem seus ministérios.
Quando as profecias começaram a anunciar que o Salvador seria da linhagem do rei Davi e que nasceria na cidade de Belém Efrata, a Ele passou a pertencer, por excelência, o título de O CRISTO, conforme lemos no Evangelho segundo Lucas 2:11:
“Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é CRISTO, o Senhor”;
e ainda no Evangelho segundo João 4:25 e 1:41, respectivamente:
“...eu sei que O MESSIAS, CHAMADO CRISTO, vem.”
“A primeira coisa que André fez foi achar o seu irmão Simão, e dizer-lhe: Achamos O MESSIAS, CHAMADO CRISTO.”
Quando Jesus indagou a Pedro a respeito de sua pessoa, Pedro respondeu:
“TU ÉS O CRISTO, O Filho do Deus vivo.”
Ao que Jesus declarou:
“Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus.” (Mateus 16:16-17).
Jesus, pois, é o nome do nosso Salvador, e Cristo designa o título de sua pessoa. Título este que passou a servir como nome próprio quando isolado da palavra Jesus.
Quando dizemos: “O CRISTO”, estamos dizendo:
“O ‘HOMEM’ QUE RECEBEU PODER E AUTORIDADE DA PARTE DE DEUS COM A MISSÃO ESPECIAL DE SALVAR A HUMANIDADE”, isto é, o Messias prometido em Gênesis 3:15, o descendente da mulher, o Filho de Deus, o Salvador da humanidade.
CONTEXTO DA QUEDA ESPIRITUAL DO HOMEM.
Quando Deus formou o homem, o Pai Eterno o fez com um propósito muito pessoal. Deus queria compartilhar um pouco de Si com uma criatura que fosse diferente de tudo o que já havia criado.
Essa nova criatura seria o reflexo da Sua grandeza, seria o louvor da Sua glória. Incrivelmente, essa nova criatura seria formada à Sua imagem e semelhança.
Deus criou muitas formas de vida irracionais em Sua grandeza infinita e se alegrou com todas. Todas as formas de vida criadas por Deus eram muito felizes, e isso deixava o Criador muito contente. Mas Deus ainda não havia criado uma forma de vida inteligente no planeta Terra, e era aí que nós, os seres humanos, estávamos no projeto de Deus. Contudo, havia um desafio no coração de Deus no tocante à criação de uma raça inteligente: ela necessitaria, inevitavelmente, de LIVRE ARBÍTRIO.
(Em tese, inteligência é uma capacidade que gera a habilidade de raciocinar, inventar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, e aprender rapidamente. Qualquer ser que não tenha essa capacidade, ainda que apresente algumas propriedades da inteligência, não é considerado inteligente. Inteligência é o conjunto mínimo total de propriedades que geram essa capacidade. Por exemplo, apenas nós, seres humanos, criamos o avião, o carro, a sonda espacial, a lâmpada, o navio, a escrita, o computador, o edifício, e a inteligência artificial, que, inclusive, foi criada pelo único ser inteligente da face da Terra: o ser humano. Multiplicamos a nossa própria inteligência)
Inteligência sem o direito de decidir por si mesmo é ditadura, é mentira. E SERÁ QUE UMA RAÇA INTELIGENTE E, PORTANTO, LIVRE, SERIA FIEL AO PRINCÍPIO DE OBEDIÊNCIA NECESSÁRIO PARA PODER UM DIA MORAR COM O CRIADOR NO REINO CELESTIAL, OU ELA SE REBELARIA CONTRA O SEU CRIADOR?
Por Sua sabedoria e justiça, o Criador desafiou-Se: Ele nos criou e corajosamente nos formou com inteligência e liberdade. A primeira raça inteligente no planeta!
A obra-prima das mãos de Deus estava pronta! Havia festa nos céus, e o planeta Terra tornava-se mais importante por ser o estrado dos pés da nova criação.
Quando Deus quis concretizar as Suas obras, Ele disse: “Haja isso”, ou: “Haja aquilo!”, “Haja luz! Haja peixes nos rios! Haja um firmamento!”. Mas, na hora de concretizar a Sua obra mais importante, Deus não disse: “Haja o homem!”. Ele formou o homem do pó da Terra com as Suas próprias mãos. Ele fez questão de soprar Ele mesmo nas narinas de Sua nova criatura o fôlego da vida, fazendo do homem uma alma vivente.
Quando Deus formou o homem, não o fez com o propósito de ser apenas mais uma forma de vida, mas sim com o propósito especial de gerar um filho:
“...Adão, filho de Deus” (Lucas 3:38).
Nós somos a raça, a única raça do planeta, a quem Deus chama de: “FILHO MEU”.
Nós somos O LOUVOR DA GLÓRIA DE DEUS, conforme lemos em Efésios 1:11-12:
“Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, afim de sermos PARA O LOUVOR DA SUA GLÓRIA...”
Isto é, de tudo o que Deus criou, nós somos a obra-prima de Suas mãos. O Criador estava tão feliz que até preparou um jardim no planeta Terra para recepcionar Sua obra mais importante: o ser humano. Ele chamou esse berço de Éden, que quer dizer paraíso. Ele criou um mundo maravilhoso para nós. Ele ainda abençoou a mais sonhada obra de Suas mãos, dizendo:
“...domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra.”
Nós somos a obra-prima das mãos de Deus.
Deus quer ter alegria em nossas atitudes. Ele quer que sigamos o exemplo de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, QUE FOI O FILHO FIEL E OBEDIENTE. Deus alegrou-se tanto Dele, sentiu tanta satisfação, que até disse ao mundo:
“ESTE É O MEU FILHO AMADO, EM QUEM ME COMPRAZO, A ELE OUVI!” (Mateus 17:5).
Somos milagres de Deus na face da Terra.
“OLHE NO ESPELHO, ABRA SUA MENTE E VERÁS UM MILAGRE BEM NA SUA FRENTE.” O milagre de existir e de ser importante para Deus.
Se o ser humano conseguisse se enxergar como Deus nos enxerga, daria muito mais valor a si mesmo, daria muito mais valor ao que é.
“VOCÊ É A OBRA-PRIMA DAS MÃOS DE DEUS, NASCEU PARA SER UM FILHO MUITO QUERIDO DE DEUS.”
Ao criar todas as coisas, a Bíblia registra que Deus viu que era: BOM (Gênesis 1:1-25). Mas, após formar o ser humano, a Bíblia não registra que Deus viu que era BOM, mas que tudo era MUITO BOM (Gênesis 1:31).
Com muito carinho, Deus formou o homem com inteligência e o colocou no jardim do Éden, e colocou também a OBEDIÊNCIA e a DESOBEDIÊNCIA.
Deus colocou a obediência e a desobediência no Jardim do Éden para honrar a inteligência e o livre-arbítrio com os quais o homem havia sido formado.
A obediência foi representada pela possibilidade de o homem permanecer no estado em que foi criado, isto é, sem maldade, sem luxúria, mantendo-se longe do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
A desobediência foi representada pela possibilidade de o homem comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, fruto este que o homem não poderia comer, visto que o Criador havia ordenado:
“De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
Ao desobedecer a Deus, isto é, comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o homem estava dizendo ao Criador:
“A tua vontade não ME importa. EU vou EU mesmo administrar a MINHA vida, EU vou EU mesmo fazer o MEU destino.”
O homem não foi criado com a capacidade de viver sob os seus próprios cuidados. O propósito do Criador foi gerar filhos e não semideuses.
O homem foi formado à imagem e semelhança de Deus, mas em uma proporção muito distante da grandeza do Criador. Por isso, sem obediência a Deus, ele não garante um futuro de paz para si mesmo.
O homem não sabia, mas o mal estava presente no Éden. O homem havia sido formado com livre-arbítrio, por isso era necessário haver dois caminhos no jardim; afinal, como haver livre-arbítrio diante de um único caminho?
Se o homem tivesse somente um caminho no Éden, ele o seguiria naturalmente, talvez não por obediência, mas por falta de opção. Por isso foi necessário colocar dois caminhos no mundo: o bem e o mal.
Lúcifer, um anjo com poderes especiais criado por Deus, já havia se tornado Satanás e queria ganhar legalidade no mundo. Ele se tornou o representante do mal.
E assim como Deus fez investimento para que o homem permanecesse na obediência, o diabo fez investimento para que o homem abrisse a porta para o mal entrar legalmente no planeta inteiro.
O bem e o mal estavam representados no jardim: o bem representado pela obediência e o mal representado pela desobediência. Ambas as possibilidades estavam diante do homem. E o que foi que aconteceu?
Fatalmente, a primeira raça inteligente no planeta Terra desobedeceu ao Criador, isto é, abriu mão da dependência de Deus, conforme lemos em Gênesis 3:17:
“Ao homem disse: Porque deste ouvido à voz da tua mulher, e comeste da árvore que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.”
“Do suor do teu rosto comerás o teu pão...” (Gênesis 3:19a).
Deus se preocupou em formar uma raça inteligente e livre na face da Terra porque sabia que, apesar da inteligência e da inexistência de necessidade de desobedecer, ainda assim muitos lhe seriam desobedientes.
Mas o Criador não abriu mão de Sua raça inteligente e livre porque sabia também que muitos lhe seriam obedientes.
É como um homem que, podendo ver o futuro, descobre que poderá ter dez filhos, sendo que seis serão desobedientes. Então esse futuro pai pensa:
“Eu não deixarei de ter e amar quatro filhos obedientes por causa de seis filhos que serão desobedientes. Eu não condenarei a existência dos obedientes por causa dos desobedientes.”
Deus não condenou o trigo por causa do joio (Mateus 13:24-30, 35).
Deus não tem prazer na morte do desobediente. O texto de Ezequiel 33:11 registra:
“Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do ímpio, mas que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; por que morrereis, ó casa de Israel?”
Não existe justificativa para um ser inteligente e livre que opta pela desobediência.
Não seria justo da parte de Deus colocar a obediência e a desobediência diante de um ser irracional. Mas, diante de um ser inteligente, é de se esperar que a opção seja pela obediência.
No inferno não entram seres irracionais. No inferno não entram animais, porque são irracionais. Apenas seres dotados de inteligência, isto é, a inteligência mal administrada, justifica a condenação, visto que está escrito, inclusive dentro de cada coração (Lucas 12:57): Se desobedecer, “...CERTAMENTE MORRERÁS” (Gênesis 2:17).
Adão desobedeceu ao Criador, e Deus respeitou a impensada decisão da primeira e única raça inteligente no planeta Terra.
Com a decisão do homem por seu livre-arbítrio, o Criador deixou de ser o administrador do planeta Terra e ocultou-se da raça humana. Ele não a abandonou, nem perdeu o controle do planeta, mas passou a revelar-se somente àqueles que o invocam de todo o coração (Gênesis 4:26b).
O homem passou a ser o responsável por administrar o planeta Terra, e o diabo tornou-se legalmente o sedutor deste mundo para o mal.
Apesar de todo o esforço empenhado, o homem não consegue administrar bem o planeta. Mesmo com as grandes descobertas científicas e todo o avanço tecnológico, a humanidade continua angustiada.
As previsões para o futuro não são boas. Os meios de comunicação anunciam com frequência: confusão, violência, corrupção, guerra, fome, pobreza, imoralidades, doenças, terrorismo, degradação do meio ambiente, etc.
Não há dúvidas de que Deus não está administrando este planeta, pois respeitou a decisão do homem, tratando-se de uma raça inteligente.
Se Adão e Eva não tivessem comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, os seres humanos que nascessem deles também nasceriam, a exemplo deles, em uma atmosfera de pura vida, e o mal seria expulso do jardim para sempre no momento certo.
Mas, por causa do primeiro homem, CUJO DESTINO DA HUMANIDADE ESTAVA EM SUAS MÃOS, todos os seres humanos que nasceram depois do pecado passaram a nascer com a natureza pecaminosa, e o pecado tornou-se difícil de ser evitado na vida das pessoas. O texto de 1º João 1:6 diz:
“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.”
Depois do pecado de Adão, a nossa natureza, agora terrena, tornou-se inclinada ao pecado.
Quando o Criador questionou Adão a respeito da desobediência, a nova natureza de Adão, já terrena, não o induzia ao arrependimento. Ao contrário, em vez de Adão pedir misericórdia a Deus e dizer: “Por favor, me perdoa!”, Adão tentou se justificar, argumentando com o Criador:
“A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu comi.”
A primeira pergunta do Criador a Adão, em Gênesis 3:11, foi:
“QUEM TE MOSTROU QUE ESTAVAS NÚ?”
Resposta: A maldade agora habitava no homem, e ele passaria a ter de lutar contra ela pelo resto de sua existência carnal (Gênesis 4:7: “...eis que o pecado está à porta, à sua espera. O desejo dele será contra você, MAS SOBRE ELE DEVES DOMINAR”).
Porém, a principal pergunta foi: “COMESTE DA ÁRVORE QUE TE ORDENEI QUE NÃO COMESSES?”
Adão havia comido da árvore, portanto, a resposta justa seria: “SIM, SENHOR, INFELIZMENTE EU COMI!” Mas Adão, pela primeira vez na sua existência, sentia algo que não era bom: medo e vergonha. E então veio instantaneamente o desejo de fugir da verdade.
A verdade, pela primeira vez, o ofendia, e assim ele fugiu da justiça. O pecado se revelava ao mundo; o homem sentia dificuldades em assumir a sua culpa diante de Deus, e o planeta Terra tornava-se maldito.
A primeira coisa que o pecado faz na vida de um ser humano é afastá-lo de Deus.
Com o pecado vêm o medo e a vergonha. Então, procuramos nos esconder de Deus; o arrependimento torna-se “distante” de nós, e passamos a amar mais este mundo do que poderíamos amar as propostas de Deus.
Assim como Adão, a maioria dos desobedientes até hoje se comporta de maneira semelhante. Adão só pensava em defender-se, e sua defesa consistia em tornar-se logo, urgentemente, a vítima da história, desviando os olhos do Criador para qualquer outro foco, desde que não fosse ele.
Adão colocou a culpa de tudo em Eva, e Eva colocou a culpa de tudo na serpente. Deus não aceitou os argumentos deles porque não exigia nada que eles não pudessem fazer, e hoje não é diferente.
DEUS NÃO EXIGE DE NÓS NADA QUE NÃO POSSAMOS FAZER (I Coríntios 10:13).
Deus ordenou a Adão que não comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal porque Adão tinha amplos e irrestritos poderes para obedecer àquele que só tem coisas boas para oferecer ao ser humano.
Se o prazer do pecado fosse realmente bom para o homem e não ferisse os princípios necessários para viver bem e com saúde, então o Criador teria permitido tudo na Terra.
Os mandamentos de Deus não são frutos de Sua ira, mas frutos de Seu amor pela humanidade e cooperam para o bem daqueles que os praticam.
Não foi querendo impor Sua soberania que Deus disse: “Não pequeis!”, mas desejando o bem-estar de toda a humanidade para a glória do Seu nome. Pecado é toda prática que atrapalha o bom funcionamento da sociedade.
Deus tem um paraíso para o obediente, e este paraíso será um mundo diferente deste em que vivemos hoje.
Deus dará ao obediente um mundo magnífico. Deus desejou este mundo perfeito para Adão, o qual, por desobedecer ao Criador, foi expulso do Éden e tornou-se o responsável por este mundo no qual vivemos hoje.
O Éden situava-se na face do planeta Terra e não era um mundo perfeito. O Éden era a proposta de Deus para um mundo perfeito.
Se o homem permanecesse fiel por um tempo necessário, Deus lhe daria de comer do fruto da árvore da vida (Gênesis 3:22-23; Apocalipse 2:7). Satanás seria eliminado do planeta, a árvore do conhecimento do bem e do mal deixaria de existir, o homem não teria mais como desobedecer ao Criador, e este mundo tornar-se-ia perfeito.
O jardim seria cultivado (Gênesis 2:15). Cultivar o jardim significava torná-lo gigante, ocupando o planeta inteiro. Conforme os filhos fossem nascendo, o jardim seria ampliado. Na obediência, o jardim seria aumentado até ocupar o planeta inteiro. Na desobediência, seria tirado, até que o pouco que tinham lhes fosse retirado.
O homem desobedeceu, foi reprovado no teste, Satanás conquistou espaço no planeta, e tudo aqui virou um caos. O paraíso nos foi tirado. Adão pecou primeiro, nós pecamos depois. Antes da fundação do mundo Deus já sabia que todos pecariam. Por isso pode condenar a humanidade em Adão.
Neste contexto aconteceu a queda espiritual do homem.
Mas Deus não desamparou Sua criatura. Ele providenciou um meio pelo qual todo ser humano pode reconquistar o direito de viver no paraíso de Deus; agora, porém, depois da morte física.
Essa providência é JESUS, O CRISTO.
CONTEXTO EM QUE DEUS ELABOROU O PLANO DE SALVAÇÃO.
O plano de salvação foi elaborado antes da fundação do mundo.
No Apocalipse, capítulo 13, versículo 8, está escrito o seguinte:
“E adoram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do CORDEIRO QUE FOI MORTO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO.”
Efésios, capítulo 1, versículos 3 e 4, registra:
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO, DEUS NOS ESCOLHEU, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele.”
I Pedro, capítulo 1, versículos 18 a 20, registra:
“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi CONHECIDO AINDA ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO, mas manifesto nestes últimos dias por amor de vós.”
DETALHES DO PLANO DE SALVAÇÃO, QUE FOI ELABORADO ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO.
Deus estava nos céus, o mundo Dele. Ele imaginou a raça humana, olhou para o futuro, a vislumbrou, observou cada detalhe dela e a amou (João 3:16-17).
Mas havia um problema, um empecilho: ela iria pecar, e no mundo de Deus a corrupção é inaceitável, rejeitada e condenada.
Todavia, há meios de justificação; e, no caso da raça humana, o único meio seria com derramamento de sangue. É aí que o Filho de Deus entra na história.
Deus amou a raça humana, mas não somente Ele; Jesus também a amou.
Deus amou a raça humana antes da fundação do mundo, mas não poderia criá-la, pois ela iria pecar e ser condenada. Não faria sentido criar uma raça para ser condenada. Porém, Cristo também a amou e se ofereceu para salvá-la.
João 3:16-17 registra:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”
Na primeira carta do apóstolo João, capítulo 4, versículo 19, está escrito a respeito de Jesus:
“Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.”
“Entregou-se a si mesmo” (Tito 2:14).
“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (João 15:16).
Cristo nos escolheu antes da fundação do mundo. Deus não assassinou Jesus na cruz. Ele morreu na cruz porque nos amou e se ofereceu ao Pai para nos salvar.
E assim, Deus pôde nos criar.
Deus jamais é pego de surpresa; Ele tem o poder da onisciência.
Qualidade de onisciente: “QUE SABE TUDO, QUE CONHECE TUDO”.
No Evangelho de Mateus, capítulo 13, versículos de 24 a 30, Jesus disse:
“Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, o joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-os em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.”
O povo que Deus amou e que Jesus também amou é o trigo.
Deus amou o trigo. Qual é a diferença entre o trigo e o joio? É o fruto.
Antes da fundação do mundo, Deus viu que todos iriam pecar à semelhança de Adão, mas nem todos iriam amar o pecado. Inclusive, Deus pode condenar a humanidade em Adão porque viu que todos iriam pecar: primeiro Adão, depois nós, à semelhança do primeiro homem, também pecaríamos. Então, não podemos apontar dedos para Adão porque ele pecou, já que depois nós pecamos também.
Tanto o joio quanto o trigo pecam, mas só o joio ama o pecado. É questão de estilo de vida. Pecado, na vida do ímpio, é estilo de vida. O justo chora quando peca e planeja não pecar mais; o ímpio ri e planeja logo um novo pecado.
Deus não amou o joio: eles não dariam bons frutos.
Deus amou o trigo: esforçados em produzir frutos bons.
Por isso, apesar de todas as turbulências que a raça humana iria passar, ainda assim Deus a criou. Ele viu pessoas boas no mundo e só a criou porque Jesus se ofereceu para morrer por ela.
Se Jesus não tivesse se oferecido para ser o salvador da humanidade, Deus não a teria criado. Por este motivo, Deus deu tudo a Jesus.
Colossenses 1:15-17 registra:
“Ele é a imagem do Deus invisível. O primogênito sobre toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos sejam soberanias, poderes ou autoridades, TODAS AS COISAS FORAM FEITAS POR ELE E PARA ELE. ELE É ANTES DE TODAS AS COISAS, E NELE TUDO SUBSISTE.”
Hebreus 1:1-2 diz:
“Havendo Deus falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas, a nós falou-nos nos últimos dias pelo Filho, A QUEM CONSTITUIU HERDEIRO DE TUDO, por quem fez o mundo.”
PARA MELHOR ENTENDER:
Em tese, é como se Deus tivesse dito a Jesus antes da fundação do mundo:
“Filho, eu amei o que vi. Mas não a posso criar; ela vai pecar. E não faz sentido criar uma raça para ser condenada.”
Então, o Filho também olhou para o futuro, contemplou a raça humana e disse ao Pai:
“Cria, pois morrerei por ela, se for necessário.”
O Pai disse:
“Filho, tem certeza? Será tudo muito difícil. Não há vitórias sem participação; este é um princípio do nosso reino. E, nesse caso, pela magnitude da obra, será necessário derramamento de sangue.”
O Filho respondeu ao Pai:
“Eu vi os bons. Cria por causa deles. Eu os salvarei; serão meus irmãos.”
O Pai disse ao Filho:
“Já que é você quem vai morrer por ela, tudo será para você. Esse mundo novo, o planeta Terra, a raça humana, será para você. Tudo será feito por você, de você e para você; você será o herdeiro de todas as coisas” (Colossenses 1:15-17; Hebreus 1:1-2).
Então, o Filho disse ao Pai:
“Eles serão meus irmãos; anunciarei o teu nome a meus irmãos” (Hebreus 2:11), “e eles serão herdeiros comigo de todas as coisas” (Romanos 8:16-17).
O Pai respondeu ao Filho:
“Eles terão que te confessar como Senhor. Serão teus irmãos e meus filhos os que te confessarem como Senhor” (Filipenses 2:5-11).
A PALAVRA SENHOR SIGNIFICA O DONO, O PROPRIETÁRIO. REFLETE PROPRIEDADE.
1 Crônicas 29:11-13, registra: “Tu é, SENHOR, a grandeza, o poder, a honra, a vitória e a majestade, pois TEU é tudo o que há nos céus e na terra. TEU é, SENHOR, o reino, e tu estás acima de todos”.
No Salmo 24:1, está escrito: “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e todos os que nele habitam”.
Veja o exemplo de Isaías 42:8: “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome! A minha glória NÃO DAREI a outrem, nem o meu louvor às imagens de escultura”.
DEUS DEU TUDO A JESUS, ELE É O SENHOR, O DONO, O PROPRIETÁRIO.
Jesus, sendo o herdeiro de tudo, é natural que tenhamos que confessá-lo como Senhor. Herdeiro é o futuro dono ou, já por direito dado, o dono.
Romanos 10:09-10 registra:
“Se com a tua boca confessares a Jesus como SENHOR, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”
Filipenses 2:5-11 diz:
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, subsistindo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é dado sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, E TODA LÍNGUA CONFESSE QUE JESUS CRISTO É O SENHOR, para glória de Deus Pai.”
JESUS NOS AMOU, NOS FEZ IRMÃOS.
Em Efésios 1:3a,5a, vemos:
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual... em amor nos predestinou para sermos FILHOS DE ADOÇÃO POR JESUS CRISTO...”
Depois da adoção, Jesus deixou de ser O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS e passou a ser O PRIMOGÊNITO DO CRIADOR, conforme lemos na Epístola do apóstolo Paulo aos Romanos 8:29:
“Pois os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja O PRIMOGÊNITO ENTRE MUITOS IRMÃOS.”
Hebreus 2:11 registra:
“Tanto o que santifica, como os que são santificados, vêm todos de um só. Por esta razão Jesus não se envergonha de lhes chamar IRMÃOS, dizendo: Anunciarei o teu nome a MEUS IRMÃOS...”
Em Mateus 28:10, assim que ressurgiu dentre os mortos, Jesus disse:
“Não temais! Ide dizer A MEUS IRMÃOS que se dirijam para a Galileia, e lá me verão.”
Jesus, agora, é O FILHO PRIMOGÊNITO DE DEUS; e nós, os cristãos, somos FILHOS DE DEUS POR ADOÇÃO:
“Filhos nascidos não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:13).
Somos filhos do coração de Deus.
SOMOS CO-HERDEIROS COM CRISTO DE TODAS AS COISAS.
Romanos 8:16-17 diz:
“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”
Aleluia!
ADÃO FOI FORMADO UM HOMEM PRIVILEGIADO POR DEUS.
Ele nasceu em um lugar muito bonito e cheio de vida. Adão tinha uma mulher que ele amava e que também o amava. Ele era bem tratado por Deus e conversava com Deus sobre muitas coisas (Gênesis 2:19). Ele era muito feliz.
Adão tinha muitas maneiras de agradar a Deus e somente UMA de desagradar: comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
O fruto da árvore não era sexo. O sexo era permitido entre o homem e sua mulher (Gênesis 1:28). Existia de fato uma árvore que dava um fruto, e este era o símbolo da desobediência.
Como sabemos, Adão optou pela desobediência e adquiriu muitas maneiras de desagradar a Deus. Ele abriu a porta para o pecado entrar em sua vida e, a partir daí, todas as pessoas passaram a nascer em um mundo cheio de pecado, visto que todos nasceram a partir de Adão, o qual adquiriu uma natureza pecaminosa, conforme o texto de Romanos 5:12:
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram.”
Então, os demais seres humanos que nasceram a partir de Adão passaram a nascer com a natureza pecaminosa, e o pecado tornou-se difícil de ser evitado na vida das pessoas.
ENTÃO, DEUS COMPADECEU-SE DA POSTERIDADE DE ADÃO.
Deus considerou que não seria justo condenar a humanidade inteira por causa da decisão de um só homem.
A condenação de fato é a alma perecendo no inferno literal. O mundo desequilibrado não é a condenação. Daqui vamos para o céu ou para o inferno.
Deus, pois, resolveu dar à humanidade o mesmo direito que teve Adão quando foi formado, isto é, o direito de optar entre a OBEDIÊNCIA e a DESOBEDIÊNCIA.
Assim, Deus planejou enviar JESUS CRISTO ao mundo para que Ele fosse o representante da OBEDIÊNCIA, enquanto a natureza pecaminosa que herdamos de Adão passou a ser o representante da DESOBEDIÊNCIA, conforme o texto de Romanos 5:18-19:
“Pois assim como por UMA SÓ OFENSA veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por UM SÓ ATO DE JUSTIÇA veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida. Porque pela DESOBEDIÊNCIA de um só homem todos foram feitos pecadores, assim também por meio da OBEDIÊNCIA de um só homem muitos se tornaram justos.”
Então, os demais seres humanos que nasceram a partir de Adão passaram também, a exemplo de Adão e Eva, a ter duas opções: A OBEDIÊNCIA e a DESOBEDIÊNCIA, com uma inevitável diferença:
Adão nasceu no “paraíso”, mas fez do seu destino um inferno. Nós nascemos no “inferno”, mas podemos fazer do nosso destino um paraíso.
Adão tinha todas as maneiras de obedecer a Deus, e somente uma maneira de desobedecer, que era “comer do fruto da árvore...”
Nós temos todas as maneiras de desobedecer, e somente UMA de obedecer, que é CONFESSAR A JESUS CRISTO COMO SENHOR E SALVADOR.
No estado original, o homem não podia comer: “...da árvore do conhecimento do bem e do mal dela não comerás...”
No estado de hoje, temos que comer. Jesus disse:
“Eu sou o pão da vida.” “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” (João 6:48,51).
“E tomou o pão, deu graças, partiu-o e deu-lhes, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós, fazei isto em memória de mim.” (Lucas 22:19).
“Jesus lhes disse: ‘Em verdade, em verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o sangue, não tereis vida em vós mesmos’.” (João 6:53).
Como vimos, os demais seres humanos que nasceram a partir de Adão passaram também a ter duas opções: A OBEDIÊNCIA e a DESOBEDIÊNCIA. Cada um de nós, homem ou mulher, tornou-se como um Adão, tendo diante de si a obediência e a desobediência.
Hoje, estamos entre dois Adãos. O primeiro Adão é o do Éden: o Adão desobediente. Cristo é o segundo e último Adão: o Adão obediente. Temos que optar por um, fazer uma escolha. O primeiro Adão, o do Éden, representa a inclinação carnal, a desobediência. O Segundo Adão, o Cristo, olha para o céu, para Deus e Sua vontade, representando a obediência.
A DESOBEDIÊNCIA é representada pela nossa NATUREZA PECAMINOSA, a natureza adâmica, a respeito da qual está escrito:
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: Prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da DESOBEDIÊNCIA.” (Colossenses 3:5-6).
A ira de Deus é, na verdade, a destituição do direito de viver no paraíso celestial (João 3:36).
“As obras da carne são conhecidas, as quais são: Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já dantes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.” (Gálatas 5:19-21).
Jesus Cristo disse:
“Pois do interior dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, as maldades, o engano, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba e a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” (Marcos 7:21-23).
“Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna.” (Gálatas 6:8).
Nossa luta não é contra a carne e o sangue do próximo, mas sim contra os demônios que podem estar influenciando-o para nos ofender.
Porém, concernente à nossa própria carne, temos que lutar contra ela. O maligno nos tenta segundo a nossa própria concupiscência, conforme Tiago 1:14-15:
“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”
É bem verdadeiro aquele ditado que diz: “Quando o homem não quer pecar, nem o diabo o faz pecar; mas, quando ele quer pecar, não precisa nem do diabo.”
É honesto aquele pecador que confessa: “O diabo me tentou, contribuiu, mas eu pequei porque quis pecar.” Afinal, somos nós que levamos a culpa diante de Deus pelos nossos pecados, não o diabo.
Mas não podemos desprezar a competência do diabo em nos induzir ao erro. Portanto, temos que cumprir bem aquela palavra que diz:
“SUJEITAI-VOS, POIS, A DEUS; MAS RESISTI AO DIABO, E ELE FUGIRÁ DE VÓS.” (Tiago 4:7).
A OBEDIÊNCIA é representada por JESUS CRISTO, a respeito de quem está escrito:
“Pois se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e o DOM DA JUSTIÇA, reinarão em vida por um só, JESUS CRISTO.” (Romanos 5:17).
“Mas se CRISTO está em vós, o corpo na verdade está condenado à morte por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da JUSTIÇA.” (Romanos 8:10).
“Se com a tua boca confessares a JESUS como Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a JUSTIÇA, e com a boca se faz confissão para a SALVAÇÃO.” (Romanos 10:9-10).
“Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, JESUS CRISTO, homem.” (1 Timóteo 2:5).
Nesse contexto, Deus elaborou o plano de salvação.
Diante do que vimos até aqui, QUEM É JESUS CRISTO?
JESUS CRISTO É A NOSSA JUSTIÇA, pois Deus entendeu que não seria justo condenar a humanidade inteira por causa da decisão de uma pessoa que não era você.
Mas, se você desobedecer hoje, então você não passa de mais um Adão que, se o destino da humanidade estivesse em suas mãos, a teria lançado no caminho do inferno, como o fez o primeiro Adão.
Hoje, você não passa de apenas mais um Adão, entre milhares circulando por aí, e o máximo que você pode conseguir é lançar somente a sua própria vida no inferno.
Na cruz, Cristo pagou o preço da obediência que nós, os seres humanos, não conseguiríamos pagar.
Desobedecemos, pecamos assim como o Adão do Éden. Fizemos uma dívida com Deus, não tínhamos como pagar, mas Cristo a pagou por nós. Agora Ele nos dá o direito de confirmar esse pagamento. A maneira de fazer isso é tornar-se servo de Jesus Cristo, confessando-o como Senhor.
JESUS CRISTO É A NOSSA OBEDIÊNCIA, pois, quando OBEDECEMOS A DEUS confessando o Seu Filho como Senhor da nossa vida, Deus vê em nós somente a obediência de Cristo, e não a desobediência de Adão.
Assim, Deus não vê em nós o ADÃO DESOBEDIENTE, ao qual Ele havia ordenado: “...não comerás...”; e o Adão disse: “...e eu comi...”. Mas Deus vê em nós O CRISTO OBEDIENTE, a respeito de quem as profecias apontavam: “Como cordeiro serás levado ao matadouro”; “Serás pendurado no madeiro”.
O sacrifício era tão grande, tão humilhante, tão doloroso e insuportável, que Cristo orou ao Pai:
“...se possível, passa de mim este cálice, TODAVIA NÃO SEJA COMO EU QUERO, MAS COMO TU QUERES.”
Apesar de naturalmente não desejar para si o sofrimento que lhe estava proposto, Jesus não fugiu. Ele obedeceu; foi ao Calvário e, OBEDECENDO AO PAI, tornou-se o representante da obediência de todos aqueles que o confessam como Senhor e Salvador.
O Pai eterno “calou-se” diante do “...se possível, passa de mim este cálice...”, porque Ele não queria interferir, visto que o cálice simbolizava para Deus: a obediência ou a desobediência de Cristo. Jesus Cristo obedeceu, e o Pai o exaltou sobre tudo e todos.
Para resumir:
Foi colocado diante de Adão a OBEDIÊNCIA e a DESOBEDIÊNCIA, e Adão desobedeceu ao Pai.
Foi colocado diante de Cristo a OBEDIÊNCIA e a DESOBEDIÊNCIA, e Jesus Cristo obedeceu ao Pai.
Agora está diante de nós a OBEDIÊNCIA e a DESOBEDIÊNCIA, e devemos OBEDECER A DEUS confessando a Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Jesus Cristo é a nossa obediência; Ele é a nossa justiça. Pois, se no Adão do Éden somos condenados, no Adão da cruz somos justificados. A justiça de Deus na cruz inclui dar ao homem o mesmo direito que teve Adão no Éden: direito de escolher.
Seria injustiça da parte de Deus nos condenar ao inferno sem que pudéssemos ter a mesma oportunidade que teve o Adão do Éden.
Assim, Deus colocou diante de nós, na nossa frente, um novo fruto de uma nova árvore.
Mas a ordem agora é comer, conforme Jesus Cristo disse:
“Eu sou o pão da vida.”
“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” (João 6:48-51).
Isso não é justiça? Jesus Cristo é a nossa justiça porque, acima de tudo, Deus considerou que não seria justo condenar você ao inferno por causa da decisão de uma pessoa que não era você.
Venha para Jesus enquanto há tempo, para que possamos participar da grande festa: o megaevento administrado pelo próprio Deus, conforme está escrito (e isto é só a abertura da festa):
“E ENTÃO VI UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA...”
“Depois destas coisas olhei, e vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas...”
“...e o número deles era de milhões de milhões, e milhares de milhares, proclamando com grande voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber poder e riqueza, e sabedoria e força, e honra, e glória e louvor.”
“Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, ataviada como uma noiva para o seu noivo. E ouvi uma grande voz vinda do trono, que dizia: Agora o tabernáculo de Deus está com os homens. Deus habitará com eles, e eles serão o seu povo, E O PRÓPRIO DEUS ESTARÁ COM ELES, e será o seu Deus. DEUS ENXUGARÁ DE SEUS OLHOS TODA LÁGRIMA. NÃO HAVERÁ MAIS MORTE, NEM PRANTO, NEM CLAMOR, NEM DOR, pois já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado no trono disse: EIS QUE FAÇO NOVAS TODAS AS COISAS...”
“Grandes e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo. Todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, pois os teus juízos são manifestos.”
“Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida.”
“Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.” (Trechos do Apocalipse).
OBEDIÊNCIA A DEUS = Confessar a Jesus Cristo como Senhor e esforçar-se para praticar os mandamentos Dele:
“Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1 João 2:4).
Na vida do cristão, o pecado deixa de ser a regra e passa a ser a exceção:
“Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, porém, alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo.” (1 João 2:1).
Porém: “AINDA NÃO RESISTISTES ATÉ O SANGUE, COMBATENDO CONTRA O PECADO, e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido, porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para disciplina que suportais a correção; Deus vos trata como a filhos. Pois que filho há a quem o pai não corrige? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.” (Hebreus 12:4-8).
DESOBEDIÊNCIA = Negar a Jesus Cristo. Se você conhece a verdade a respeito da salvação no Senhor Jesus Cristo, mas não o confessa como Senhor, então você é um desobediente a Deus.
Você pode ser uma pessoa perfeita, generosa, ajudar os pobres, não fazer mal a ninguém, obedecer aos seus pais, ser fiel ao seu cônjuge e amar seus irmãos; mas, segundo a Bíblia, se você conhece a verdade a respeito de Jesus Cristo e não o confessa como Senhor, jamais entrará no reino de Deus.
Jesus ensinou a generosidade, sim, mas não para a salvação. O reino de Deus não é trocado por boas ações, conforme o próprio Criador disse:
“Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Tudo o que está debaixo do céu é meu.” (Jó 41:11).
O reino de Deus é assim: Jesus Cristo quer relacionamento com você e deseja que você tenha relacionamento com o Pai eterno. Deus quer ouvir a tua voz e também quer falar ao teu coração. Deus quer que você o conheça no coração por “Aba, Pai”, uma palavra de uso familiar que reflete alta intimidade.
Essa é a salvação no Senhor Jesus Cristo:
“Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da DESOBEDIÊNCIA. Entre eles todos nós também andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos. E éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. POIS É PELA GRAÇA QUE SOIS SALVOS, POR MEIO DA FÉ – E ISTO NÃO VEM DE VÓS, É DOM DE DEUS – NÃO DAS OBRAS, PARA QUE NINGUÉM SE GLORIE. Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:1-10).
Se fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras, então não podemos exigir nada de Deus em troca quando as praticamos, porque estamos cumprindo apenas incumbências.
O preço de existir é praticar boas obras, porque elas pacificam o mundo; quem se beneficia com isso é o próprio ser humano habitante da Terra, e não o Senhor, que mora no céu e não precisa da Terra.
Praticar boas obras é o quanto temos que pagar por existirmos aqui e ocuparmos espaço no planeta. Temos, portanto, a obrigação de pacificar o planeta; mas a principal incumbência é dobrar os joelhos diante do Senhor Jesus Cristo em adoração, confessá-lo como Senhor e, depois disso:
“Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3:17).
DESOBEDIÊNCIA: Omissão ou comissão. Omissão consiste em deixar de fazer o que Deus ordena. Comissão consiste em fazer o que Deus proíbe.
Ambos os comportamentos resultam no inferno.
O QUE É O INFERNO?
O INFERNO É O RESULTADO DA AUSÊNCIA TOTAL DE DEUS NA EXISTÊNCIA DE UM SER HUMANO.
O inferno não é apenas um lugar; é, acima de tudo, uma circunstância.
Mesmo que você viva em desobediência a Deus, ainda assim sempre existirá dentro de você “o sopro de Deus”, que faz de você uma alma vivente. Mas quando o seu coração parar de bater, se você morrer em desobediência, então não existirá mais nada de Deus em você, e aí você saberá o que é o inferno em sua ex-vida.
Sem Deus não existe vida, apenas uma existência vazia e sofredora. Mesmo que você diga “não” para Deus, ainda assim continua dentro de você “o sopro de Deus”, que não te deixa sofrer por completo. Mas, se você morrer na desobediência, Deus se ausentará totalmente de você — visto que foi essa a sua decisão — e, então, a sua existência ficará vazia e solitária, resultando em grande e terrível sofrimento.
E, já que você desprezou a proteção de Deus, o diabo poderá aprisioná-lo no lugar chamado inferno.
Não se iluda com o sopro de Deus que ainda existe em você. Afinal, a nossa existência aqui no planeta Terra é como um sopro; logo passa.
O Salmo 144:4 diz:
“O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa.”
“Parai de confiar no homem, CUJO FÔLEGO ESTÁ NO SEU NARIZ. Em que deve ele se estimar?” (Isaías 2:22).
“Enquanto em mim houver alento, E O SOPRO DE DEUS NO MEU NARIZ, nunca os meus lábios falarão injustiças, nem a minha língua pronunciará engano.” (Jó 3:4).
Deus não nos permite amar este mundo. O sistema deste mundo conduz o homem ao inferno literal; por isso, Deus condena quem estima este mundo.
Jesus Cristo disse:
“Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, guardá-la-á para a vida eterna.” (João 12:25).
Morra para o mundo e nasça para Deus, que é vida, e viva a vida. Mas não se envolva com o que desagrada a Deus. Também estude, trabalhe, prospere, ajude e gere empregos,
“Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele.” (1 Timóteo 6:7).
Não se esqueça: O inferno é o resultado da ausência total de Deus.
Deus ausentou-se deste mundo, e ele tornou-se semelhante a um inferno. Por isso, a desgraça é tão facilmente noticiada ou testemunhada pelos seres humanos.
Este mundo é um paraíso comparado ao inferno, mas é um inferno comparado ao paraíso. Sem Deus, todo paraíso resulta em um inferno, e o planeta Terra é um exemplo claro disso diante dos nossos olhos.
Deus tem um paraíso para você no futuro, e o diabo tenta deixar este mundo “sensual e sedutor” para afastá-lo de Jesus Cristo.
Mas o Criador te exorta:
“Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento; e se clamares por entendimento, e por inteligência alçares a tua voz; se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.” (Provérbios 2:1-5).
Somos “Adãos”, livres para optar, inteligentes para decidir, e está diante de nós a OBEDIÊNCIA e a DESOBEDIÊNCIA.
CUIDADO COM O QUE TU AMAS DEMAIS.
Adão amava a Deus, mas também amava Eva. Ele a amava tanto que não conseguiu dizer “não” quando ela lhe ofereceu o fruto da árvore, símbolo da desobediência.
Havia um ponto vulnerável ao fracasso na vida de Adão: o imenso amor que ele tinha por Eva. Adão amava demais Eva para ter que dizer-lhe “não”, e isso os levou ao fracasso diante de Deus.
“AMARÁS O SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODA A TUA ALMA, DE TODO O TEU ENTENDIMENTO E DE TODAS AS TUAS FORÇAS.” (Marcos 12:30).
AMÉM!
Claudinei Nunes Pereira.
QUEM É JESUS CRISTO?
SEGUNDA PARTE
SE JESUS CRISTO É O REPRESENTANTE DA OBEDIÊNCIA PARA TODA A HUMANIDADE E SE ELE VEIO AO MUNDO HÁ POUCO MAIS DE DOIS MIL ANOS, COMO, POIS, SE JUSTIFICOU O POVO QUE NASCEU DESDE ADÃO ATÉ A VINDA DE JESUS CRISTO AO MUNDO?
De Adão e Eva até a vinda do Filho de Deus ao mundo, Jesus Cristo foi, é e sempre será O CORDEIRO DE DEUS, que, nos planos do Criador, FOI DESIGNADO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO para tornar-se o representante da obediência para toda a humanidade, conforme lemos em Miquéias 5:2:
“Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá aquele que há de reinar em Israel, e CUJAS SAÍDAS SÃO DESDE OS TEMPOS ANTIGOS, DESDE OS DIAS DA ETERNIDADE.”
1 Pedro 1:18-20 diz:
“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso SANGUE DE CRISTO, como de um CORDEIRO imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, EM OUTRO TEMPO FOI CONHECIDO, AINDA ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO, mas manifesto nestes últimos dias por amor de vós.”
E ainda:
“E todos os que habitam sobre a terra a adorarão, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do CORDEIRO, QUE FOI MORTO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO.” (Apocalipse 13:8).
Deus não planejou que a sua raça inteligente e livre caísse em desobediência, mas Ele sabia, por Sua onisciência, que isso aconteceria. Por isso, providenciou um meio pelo qual toda a humanidade (incluindo Adão e Eva) pudesse, por meio de um novo plano de obediência, reconquistar o direito de viver no paraíso de Deus — agora, porém, depois da morte física.
Esse novo plano, que consistia em buscar e salvar o que se havia perdido (Lucas 19:10), seria realizado por meio do CORDEIRO DE DEUS. Humilde e obediente, Ele seria sacrificado no lugar do pecador para propiciar-lhe a vida eterna. Com Sua morte, EM TOTAL OBEDIÊNCIA A DEUS, faria expiação pelo pecado do povo e tornar-se-ia o representante da obediência para toda a humanidade.
Em Gênesis 3:21 está escrito:
“Fez o Senhor Deus vestimentas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.”
Quando Adão e Eva pecaram contra o Criador, o Pai eterno os vestiu com vestimentas de peles. Isso significa que sacrificou animais, derramou sangue por causa do pecado, e assim Adão e Eva foram poupados da vergonha da nudez. Isso aponta para o fato de que o sangue do Cordeiro não nos deixará envergonhados diante de Deus, do mundo e do inferno.
O sangue do Cordeiro nos poupa da vergonha e do desprezo eterno (Daniel 12:2). Depois que o Pai eterno sacrificou animais para salvar Adão e Eva da vergonha, muitos cordeiros passaram a ser sacrificados, representando JESUS CRISTO, O CORDEIRO DE DEUS, que, no tempo devido, Deus enviaria ao mundo para concluir uma etapa do plano de salvação:
“Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas OVELHAS, e da sua gordura...” (Gênesis 4:3-4).
“Depois destas coisas, provou Deus a Abraão, dizendo: Abraão! Toma o teu filho, O TEU ÚNICO FILHO, Isaque, a quem tu amas, e vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te mostrarei... Tomou Abraão a lenha (MADEIRO) do holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho; (A CRUZ SOBRE CRISTO) e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos. Então disse Isaque a Abraão: Meu Pai! Eis o fogo e a lenha, MAS ONDE ESTÁ O CORDEIRO PARA O HOLOCAUSTO? Respondeu Abraão: DEUS PROVERÁ PARA SI O CORDEIRO PARA O HOLOCAUSTO, meu filho. E os dois seguiam juntos. Chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali o altar, e sobre ele pôs em ordem a lenha. Amarrou Isaque, seu filho, deitou-o no altar, em cima da lenha, pegou no cutelo para imolar o filho. Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão! Abraão! Não estenda a mão sobre o rapaz, e não lhe faça nada. Agora sei que temes a Deus, pois não me negaste o teu filho, O TEU ÚNICO FILHO. Então levantou Abraão os olhos e olhou, e viu atrás de si um CARNEIRO preso pelos chifres entre os arbustos. Foi Abraão, tomou o CARNEIRO e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. Assim chamou aquele lugar de O SENHOR PROVERÁ...” (Gênesis 22...).
E, de fato, Deus proveu para Si o CORDEIRO; e este é JESUS CRISTO, O CORDEIRO DE DEUS, que veio ao mundo há pouco mais de dois mil anos.
E Deus o deu ao mundo, conforme lemos no Evangelho de João 3:16:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que DEU O SEU FILHO UNIGÊNITO, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
É esse mesmo Jesus que, quando João Batista o viu, logo disse:
“EIS O CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRA O PECADO DO MUNDO” (João 1:36).
Assim, Deus providenciou salvação para todos os povos, em todas as épocas. Nos planos do Criador, o Cordeiro foi designado desde a fundação do mundo, antes da formação do homem e de qualquer nação.
Portanto, o Cordeiro é para todos os povos e nações, e não somente para Israel, conforme lemos em Atos 10:34-35:
“Abrindo Pedro a boca, disse: Na verdade reconheço que DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS, mas que lhe é agradável aquele que, EM QUALQUER NAÇÃO, o teme e faz o que é justo.”
E ainda:
“Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do CORDEIRO, tendo todos eles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus HOMENS DE TODA TRIBO, E LÍNGUA, E POVO E NAÇÃO.” (Apocalipse 5:8-9).
Deus disse de Israel:
“...sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, EMBORA TODA A TERRA SEJA MINHA” (Êxodo 19:4b).
FELIZES SÃO AQUELES QUE, EM QUALQUER TEMPO E NAÇÃO, DEUS, OLHANDO DO CÉU PARA A TERRA, CONSEGUIU ENXERGAR NELES O CORDEIRO DE DEUS PARA ABENÇOÁ-LOS COM A VIDA ETERNA.
“Pois os olhos do Senhor passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele...” (2 Crônicas 16:9).
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca; COMO CORDEIRO FOI LEVADO AO MATADOURO, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o trabalho da sua mão, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, e a iniquidade deles levará sobre si. Pois ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.” (Isaías 53:6...).
JESUS CRISTO FOI REPRESENTADO POR CORDEIROS.
Essa representação tem muito a nos ensinar. O abate de animais geralmente é acompanhado de barulho e esforço para escapar, mas as ovelhas vão para a morte silenciosamente e sem resistência. O cordeiro é manso, dócil e de fácil trato, comparado com outros animais que podem ferir.
Jesus Cristo é o Cordeiro, e vejamos alguns textos referentes a Jesus, o Cristo:
MANSO E HUMILDE, como cordeiros:
“... sou manso e humilde de coração...” (Mateus 11:29).
OBEDIENTE:
“...humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz...” (Filipenses 2:8).
NÃO RECLAMA:
“...e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca...” (Isaías 53:7).
NÃO É SOBERBO:
“...mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo...” (Filipenses 2:7).
É JUSTO, É HONESTO:
“...o meu servo, o justo, justificará a muitos...” (Isaías 53:11).
Jesus possuía o Fruto do Espírito Santo, composto de “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”.
Estas são características que agradam a Deus.
DEUS PROCURAVA TAIS CARACTERÍSTICAS NAS PESSOAS ENTRE AS NAÇÕES PARA ENXERGÁ-LAS ATRAVÉS DO CORDEIRO DE DEUS E ABENÇOÁ-LAS COM A VIDA ETERNA.
Salmo 15:
“SENHOR, QUEM HABITARÁ NO TEU TABERNÁCULO? QUEM MORARÁ NO TEU SANTO MONTE?
Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e do coração fala a verdade;
aquele que não difama com a língua, nem faz mal ao seu próximo, nem contra ele aceita nenhuma afronta;
aquele cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra aos que temem ao Senhor;
aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente.
QUEM FAZ ESTAS COISAS NUNCA SERÁ ABALADO.”
Entre os que nunca ouviram falar de Cristo, Deus procura pessoas honestas, justas, que amam o próximo e possuem as características do Cordeiro, para enxergá-las através do CORDEIRO DE DEUS e abençoá-las com a vida eterna.
Deus nos deixou o exemplo de Caim e Abel:
“Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura. Atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. Então lhe disse o Senhor: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não serás aceito? E se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o teu desejo, mas sobre ele deves dominar. Disse Caim a seu irmão Abel: Vamos ao campo. Estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel e o matou. Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, seu irmão? E ele respondeu: Não sei. Acaso sou eu guardador do meu irmão? Disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Gênesis 4:3-10).
Abel era um homem justo e honesto. Ele tinha as características do Cordeiro. Por ser justo e honesto, cumpria bem a palavra de Deus, que diz:
“Façamos o homem à nossa imagem, CONFORME A NOSSA SEMELHANÇA.”
O Criador atentava para ele e para a sua oferta, pois via nele as características do Cordeiro de Deus.
Caim, por outro lado, era desobediente. O mal que ele não desejava para si era apenas para si mesmo que ele não desejava, mas para o próximo tanto fazia. Caim não amava o próximo, e o Criador não atentava para a sua oferta, pois seu caráter não permitia que Deus o enxergasse através do Cordeiro de Deus.
Deus havia colocado a obediência e a desobediência diante de Caim quando lhe disse:
“Se PROCEDERES BEM, não serás aceito? E se NÃO PROCEDERES BEM, o pecado jaz à porta...”
Caim, porém, optou pela desobediência ao decidir NÃO PROCEDER BEM. Desta forma, não era possível enxergá-lo através do Cordeiro de Deus, e não havia salvação fora do Cordeiro, assim como hoje não há.
A oferta que Deus procurava nas pessoas, independentemente da nação em que viviam, era um coração justo e amoroso, porque só assim era possível enxergá-las através do Cordeiro de Deus e abençoá-las com a vida eterna.
“Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo:
QUEM NÃO PRATICA A JUSTIÇA NÃO É DE DEUS, NEM AQUELE QUE NÃO AMA A SEU IRMÃO” (1 João 3:10).
Caim desprezava as características do Cordeiro, enquanto Abel humilhava-se diante do que era justo e agradável. Deus livrou Abel da vergonha eterna e desprezou Caim por causa de sua soberba.
“Para com o fiel te mostras fiel; para com o íntegro te mostras íntegro. Com o puro te mostras puro, mas com o perverso te mostras sagaz. Livras o povo humilde, mas teus olhos são contra os altivos, e tu os abates” (2 Samuel 22:26-28).
ASSIM, DEUS OLHAVA DO CÉU PARA A TERRA PROCURANDO HOMENS E MULHERES COMO ABEL — PESSOAS QUE AMAVAM O QUE ERA JUSTO E AGRADÁVEL — PARA ENXERGÁ-LAS ATRAVÉS DO CORDEIRO DE DEUS E ABENÇOÁ-LAS COM A VIDA ETERNA.
Jesus Cristo é o único Salvador para todo o mundo. Jamais houve salvação na face da terra fora do Senhor Jesus Cristo.
Adão e Eva só não foram condenados pela ira do Criador quando pecaram porque o Senhor interpôs Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, entre eles e Deus no Éden.
Adão e Eva foram salvos pelo Cordeiro de Deus, que foi designado desde a fundação do mundo nos planos do Criador, mas manifestado nestes últimos dias por amor de nós.
Hoje o Cordeiro de Deus é uma realidade física para este mundo. Ele veio ao mundo, ocupou tempo e espaço e separou a história da humanidade em duas partes: antes e depois dele, para que ninguém jamais diga:
“Será que essas Escrituras têm realmente a importância que afirmam ter?”
As evidências estão em todos os lugares. O Cordeiro, de fato, veio ao mundo. Agora, quem quiser herdar a vida eterna — conhecendo a verdade a respeito do Cordeiro — tem a incumbência de dobrar os joelhos diante dele e confessá-lo como Senhor para a glória de Deus Pai.
“De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador, e, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, porque permanece eternamente, tem o seu sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Convinha-nos tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo, porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo” (Hebreus 7:22-27).
“Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos seres viventes, e dos anciãos; e o número deles era milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando com grande voz:
DIGNO É O CORDEIRO, que foi morto, de receber poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória e louvor” (Apocalipse 5:11-12).
Jesus Cristo veio buscar e salvar o que se havia perdido. Portanto, dobre os seus joelhos diante de Deus em adoração e busque-o, porque a Palavra ensina, mas é o Pai quem revela o Filho, conforme Jesus Cristo disse:
“Não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus.”
AMÉM!
Claudinei Nunes Pereira
QUEM É JESUS CRISTO?
PARTE FINAL
“UMA PESSOA QUE NASCEU EM UM PAÍS DISTANTE, ONDE NUNCA OUVIU FALAR DE JESUS CRISTO, CRESCEU E FOI EDUCADA EM UMA RELIGIÃO CONTRÁRIA AOS ENSINAMENTOS DO SENHOR JESUS CRISTO, TUDO QUE VIU E OUVIU NA VIDA DESDE CRIANÇA FOI AQUILO. QUAL SERÁ O CRITÉRIO DE JULGAMENTO DE DEUS EM RELAÇÃO A ESSA PESSOA?”
Essa pessoa será julgada pelo padrão de suas leis pessoais.
As leis da religião dessa pessoa não são de conformidade com a vontade de Deus. Por isso, ela não será julgada pelas leis de sua religião, mas pelas leis que criou em seu íntimo ao longo da vida.
Os seres humanos criam leis.
Eles estabelecem suas próprias regras durante a vida. DEUS ANOTA CADA UMA DESSAS LEIS.
Cada ser humano é totalmente responsável por cumprir as leis que cria, tanto em relação à sua própria vida quanto em relação à vida de seu próximo.
Vejamos, por exemplo, a história de um índio das profundezas da Amazônia.
Ele cresceu e aprendeu, desde criança, costumes horríveis ligados à religião de sua tribo, incluindo o canibalismo. Miac era o nome desse índio. Rituais eram realizados em cultos oferecidos ao deus “Tal”, a divindade que a tribo servia e representava com um “Totem altamente levantado”.
A tribo considerava o deus Tal o Criador de todas as coisas. Uma vez por ano, um índio era escolhido para ser sacrificado ao deus Tal. Esse índio era amarrado de cabeça para baixo no totem, com mãos e braços imobilizados e o coração alinhado a um buraco no madeiro.
De cabeça para baixo, o índio escolhido permanecia ali, agonizando, sentindo-se honrado por morrer pela vontade do deus Tal. Para ele, era um privilégio morrer por amor ao deus Tal — assim como era considerado um privilégio matar por amor a essa divindade.
O escolhido para matar sabia que, caso não morresse em algum acidente, seria o próximo a ser sacrificado no ano seguinte. O processo de escolha era feito por sorteio, tanto para matar quanto para morrer.
Durante o ritual, os índios dançavam e gritavam ao redor do totem com o sacrificado. Depois de beberem bastante, o índio encarregado de realizar o sacrifício colocava uma lança no centro do buraco e a empurrava em direção ao coração do escolhido.
Segundo as tradições da tribo, o deus Tal exigia que as coisas fossem assim. Após a morte do sacrificado, uma família era escolhida para preparar o banquete, e, quando tudo estava pronto, o banquete era iniciado.
Os índios comiam sua carne, assada, cozida e até crua. Era assim que a tribo prestava cultos a Deus.
Tudo parecia estar muito bem. Deus não os condenava, pois eles eram ignorantes, e: “DEUS NÃO LEVA EM CONSIDERAÇÃO O TEMPO DA IGNORÂNCIA” (Atos 17:30); “SE FÔSSEIS CEGOS, NÃO TERÍEIS PECADO...” (João 9:40-41).
O índio sacrificado naquele ano morreu pelas mãos de Miac. Portanto, Miac seria o próximo índio a ser sacrificado ao deus Tal.
Miac era um excelente caçador e nunca gostava de voltar para casa com apenas uma caça. Naquele dia, ele saiu para caçar como de costume.
Deus não condenara Miac pelo fato de ele ter “assassinado” seu semelhante no totem, pois Miac era um índio obediente às regras da sua religião. Ele tinha paz no coração, pois cumpria fielmente tudo o que o deus de sua tribo lhe incumbia.
Apesar de não concordar com os costumes daquela tribo, Deus, o Pai do Senhor Jesus Cristo, não os condenava. Ele ansiava que os cristãos pregassem logo o Evangelho naquele lugar, para que aquele costume horrível fosse interrompido. Contudo, os cristãos ainda não haviam chegado até ali, e por isso o costume continuava. Aquilo era tudo o que a tribo sabia sobre a “vontade de Deus”, e, por essa ignorância, Deus não os condenava.
Naquele dia, Miac já havia matado um macaco, mas queria capturar outra caça antes de voltar para casa. Ele escondeu o macaco morto no meio de uma moita e saiu à procura de outro animal.
Não demorou muito, e Miac conseguiu matar uma cotia. Então, decidiu que era hora de voltar para casa. Antes, precisaria recuperar a primeira caça, o macaco escondido na moita.
Quando chegou ao local onde havia escondido o macaco, Miac teve uma grande decepção: o macaco não estava mais lá! Ele havia sido roubado por outro índio. Miac viu as pegadas no chão e, tomado de raiva, gritou: “ISSO NÃO É JUSTO! NINGUÉM TEM O DIREITO DE SE APOSSAR DO QUE NÃO LHE PERTENCE!”
Deus, que observa todas as coisas, anotou aquele momento na existência de Miac. Ali, Miac criava uma lei própria, e essa lei foi registrada:
- ROUBAR NÃO É JUSTO.
- NINGUÉM TEM O DIREITO DE ROUBAR.
Criar leis, especialmente para proteger os próprios bens, é algo intenso e natural no ser humano. Contudo, isso não o exime da responsabilidade de cumprir as leis que cria.
Miac voltou para casa com apenas uma caça naquele dia. Ele nunca descobriu quem havia roubado o macaco.
Os dias passaram, e Miac continuava caçando. No mês seguinte, saiu novamente para caçar. Desta vez, o primeiro animal que abateu foi um porco. Como de costume, escondeu a caça e partiu em busca de outra.
Desta vez, algo diferente aconteceu. Miac encontrou outro índio, que havia acabado de matar uma capivara. Naquele momento, Miac se lembrou do roubo do mês anterior. Tomado pela raiva, ele avançou contra o outro índio e o atacou com vários golpes de lança, matando-o para roubar a capivara.
Miac não tinha nenhuma lei própria que dissesse: “NÃO MATARÁS!”
Porém, ele tinha uma que dizia: “NÃO ROUBARÁS!” e outra que afirmava: “NÃO É JUSTO ROUBAR!”
Agora, Miac, que nunca havia transgredido nenhuma lei de sua religião, tornava-se um transgressor da lei própria que ele mesmo havia criado. Isso estava diante de Deus.
Miac voltou para casa com duas caças: o porco e a capivara. Ele não gostava de caçar capivaras, mas naquele dia retornou com uma nas mãos, o que foi notado por algumas pessoas.
No dia seguinte, a família do índio assassinado sentiu sua falta. O filho do índio saiu em busca do pai e, ao encontrá-lo morto, lançou-se sobre ele, chorando e gritando:
“NÃO É JUSTO! NÃO É JUSTO! NÃO É JUSTO! NINGUÉM PODE TIRAR A VIDA DE UM ÍNDIO POR CAUSA DE UM ANIMAL!”
Neste momento, uma nova lei própria foi criada, e Deus a anotou na existência do filho do índio assassinado. O nome do filho era Leba.
Leba também era caçador e suspeitava que seu pai havia sido assassinado por Miac, mas preferia não alimentar sentimentos de vingança. Ele havia entregado sua causa ao deus Tal (Hebreus 10:30).
Miac tinha medo de Leba e evitava entrar na mata quando sabia que Leba havia saído para caçar. Porém, o inesperado aconteceu: Miac saiu para caçar, e Leba, sem saber, saiu logo depois com o mesmo objetivo.
Leba não tinha más intenções; tudo o que ele queria era caçar. Contudo, Miac não tinha certeza disso e, por medo, armou uma cilada para matá-lo no caminho.
Entretanto, as coisas não saíram como Miac esperava. Quando Leba passava, Miac lançou sua lança com toda a força, mas Leba conseguiu se esquivar, e a lança se perdeu no meio da mata.
Leba ainda tinha sua própria lança. Miac, desesperado pelo fracasso de sua tentativa, tentou fugir, mas escorregou, bateu a cabeça em uma pedra e tornou-se um alvo fácil para Leba.
Quando Miac recuperou a consciência, viu-se com a lança de Leba encostada em sua testa. Desesperado, Miac disse:
“MATÁ-ME DEPRESSA!”
Mas Leba respondeu:
“Por dois motivos não te matarei:
Você é o escolhido para ser sacrificado ao deus Tal no próximo ano. E, quando o escolhido morre fora do sacrifício, isso causa muita tristeza ao deus Tal.
Quando encontrei meu pai morto, naquele momento descobri que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. Só o deus Tal pode tirar a vida. O deus Tal dá e o deus Tal tira. Só Ele determina quem morre e quem mata. Por isso, não te matarei.”
Miac pensou consigo: “Só por causa desse imbecil é que eu ainda continuarei com a vida. Eu nasci com sorte mesmo!”
Os dois voltaram para a tribo. A partir daquele dia, Miac não teve mais medo de Leba.
Os meses passaram rapidamente, e o novo ano chegou. O dia do sacrifício de Miac ao deus Tal também havia chegado.
Um sorteio foi realizado para determinar quem empurraria a lança contra o coração de Miac. O escolhido não foi Leba, mas outro índio.
Tudo foi preparado. A lança foi empurrada, atravessou o coração de Miac e tirou-lhe a vida. Sim, tirou-lhe a vida, pois Miac não herdou a vida eterna; ele herdou a morte eterna.
MAS POR QUE MIAC NÃO HERDOU A VIDA ETERNA?
Será que foi porque ele pertencia a uma religião contrária aos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo? NÃO.
No caso de Miac, não foi esse o motivo. Tudo o que ele ouvira e aprendera desde criança era aquilo. Deus não leva em consideração o tempo da ignorância, e Miac era ignorante em relação ao conhecimento da verdade do Pai do Senhor Jesus Cristo.
Miac morreu sem nunca ter ouvido falar do Senhor Jesus Cristo.
MAS ENTÃO POR QUE ELE NÃO HERDOU A VIDA ETERNA?
Ele não herdou a vida eterna porque foi injusto com as leis próprias que criou ao longo de sua vida.
Ele determinou que não era justo roubar, MAS ROUBOU.
Ele determinou que ninguém tinha o direito de roubar, MAS ROUBOU A VIDA DE UM PAI, TIRANDO UM PAI DE UM FILHO, ALÉM DE UMA CAPIVARA.
Ele cumpriu rigorosamente as leis da religião, mas não cumpriu as leis próprias que criou. Miac tornou-se egoísta e injusto. O mal que ele não desejava para si era algo que ele só não desejava para si mesmo. Para o próximo, não importava.
“Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: QUEM NÃO PRATICA A JUSTIÇA NÃO É DE DEUS, NEM AQUELE QUE NÃO AMA A SEU IRMÃO” (1 João 3:10).
E por isso Miac foi para o inferno.
Voltando à tribo, o tempo passou depressa, e um novo ano mais uma vez chegou. Desta vez, Leba foi o escolhido para empurrar a lança na direção do coração do índio amarrado no totem. Ele cumpriu sua tarefa, empurrando a lança e sacrificando o índio.
Mais um ano se passou, e chegou o dia do sacrifício do novo ano. Desta vez, Leba estava amarrado ao totem, com o coração alinhado ao buraco. A lança foi empurrada, seu coração parou de bater, e Leba foi para os braços de Deus, mesmo sem nunca ter ouvido falar do Senhor Jesus Cristo.
A verdade é que Leba tinha justiça em sua vida. Ele cumpria com justiça as leis próprias que criava ao longo de sua existência, tanto na sua vida quanto na vida de seu próximo.
Leba tinha as características do Cordeiro. O mal que ele não desejava para si, ele também não desejava para o próximo. Ele não era egoísta, mas sim um índio justo, que cumpria bem as leis próprias que criava. Assim, Deus conseguia enxergá-lo através do Cordeiro de Deus.
As leis que criamos baseiam-se no que não desejamos para nós mesmos. Esses sentimentos nos inclinam a criar leis próprias de autodefesa. Quando criamos tais leis, tornamo-nos responsáveis por cumpri-las devidamente, tanto na nossa vida quanto na vida do nosso próximo. É como se perguntássemos:
“Se é mal para ti, por que desejarias que isso acontecesse na vida do teu próximo?”
E mais:
“Se evitas algo na tua vida, por que então não te importas de evitar, no que estiver ao teu alcance, que isso aconteça na vida do teu próximo?”
Leba não era egoísta. O mal que ele não desejava para si, ele também não desejava para o próximo. Já Miac, por outro lado, era egoísta.
Por isso, não era possível para Deus enxergar Miac através do Cordeiro. Miac era como uma bijuteria, barata e fácil de encontrar. Já Leba era como uma joia rara, difícil de encontrar, preciosa para Deus.
Deus é como um garimpeiro, sempre à procura de joias raras e preciosas.
Esta história ilustra como duas pessoas completamente afastadas do cristianismo tiveram suas vidas julgadas por Deus. Uma foi salva, e a outra condenada. Deus não levou em consideração o tempo da ignorância. Eles não conheciam as leis do Senhor Jesus Cristo, mas conheciam muito bem as leis próprias que criaram ao longo de suas vidas e foram julgados por elas.
E assim é até hoje: Deus julga aqueles que nunca ouviram falar do Senhor Jesus Cristo conforme suas palavras e ações.
“Pois pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado” (Mateus 12:37).
“Não te precipites com a tua boca, NEM O TEU CORAÇÃO se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus” (Eclesiastes 5:2).
Mas Jesus disse: “Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:15-16).
POR QUE JESUS QUER QUE O EVANGELHO SEJA PREGADO NO MUNDO INTEIRO?
Deus nunca foi a favor de rituais horríveis, iguais ou semelhantes aos da tribo de Miac e Leba. Se o Evangelho chegasse logo à tribo dos dois índios, aqueles rituais inúteis e desagradáveis aos olhos de Deus deixariam de existir. Os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo fariam a vontade de Deus na tribo, e assim, mais índios seriam salvos e iriam para os céus pelo poder que o Evangelho tem de influenciar e salvar.
A palavra “Evangelho” significa BOA NOVA, BOA NOTÍCIA.
Deus quer que o mundo inteiro saiba disso.
Deus presenteou o Senhor Jesus com o planeta Terra e o exaltou soberanamente sobre todas as coisas (Hebreus 1:1-2; Colossenses 1:15-17; Filipenses 2:5-11), E QUER QUE O MUNDO INTEIRO SAIBA DISSO.
Jesus nos recebeu como irmãos (Hebreus 2:11-12), e o Pai, como filhos (João 1:11-13). Isso é uma boa notícia. DEUS QUER QUE O MUNDO INTEIRO SAIBA DISSO.
Da Terra, uns irão para a vida eterna, outros para a morte eterna (Daniel 12:2). Há dois caminhos (Mateus 7:13-14). O caminho da vida é Jesus (João 14:6). Temos um inimigo (1Pedro 5:8), mas Jesus o venceu, e nós temos poder sobre o mal (Lucas 10:17-20). DEUS QUER QUE O MUNDO INTEIRO SAIBA DISSO.
SABE POR QUE DEUS QUER QUE O EVANGELHO SEJA PREGADO NO MUNDO INTEIRO?
Somos filhos amados de Deus (João 3:16-17). Deus tem um plano para a vida de cada ser humano na Terra. Ele tem muitas coisas boas para nos dar. DEUS QUER QUE O MUNDO INTEIRO SAIBA DISSO.
Deus não quer que o Evangelho seja pregado no mundo inteiro para SALVAR, mas para SALVAR MUITOS.
Onde o Evangelho chega, cria um ambiente perfeito de salvação, onde muitos são salvos.
AMÉM!
Claudinei Nunes Pereira