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Evidências do Livro de Gênesis

Evidências do Livro de Gênesis

TESE:

EVIDÊNCIAS DO LIVRO DE GÊNESIS DE QUE ADÃO E EVA TIVERAM FILHOS NO JARDIM DO ÉDEN.

        

         A PRINCÍPIO É IMPORTANTE CONSIDERARMOS O SEGUINTE:

         1 – O Jardim do Éden situava-se na face do planeta Terra; não era algo que estava no céu, mas neste mesmo planeta em que pisamos os pés.

 

         2  – Adão e Eva viveram por um longo período no Jardim do Éden antes de desobedecerem ao Senhor. Não é lógico pensar que Deus colocou Adão e Eva no Jardim do Éden em uma semana e, na seguinte, eles já tivessem pecado contra o Criador. Não se sabe ao certo quanto tempo Adão viveu no Éden, mas há evidências de que foi um período considerável. Pós Éden, “Foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos, e morreu” (Gênesis 5:5).

 

  

          PRIMEIRA EVIDÊNCIA

 

         Existe um fato registrado em Gênesis 2:23-24 que chama muito a atenção. Observe o texto: “E DISSE O HOMEM: ESTA, AFINAL, É OSSO DOS MEUS OSSOS E CARNE DA MINHA CARNE; CHAMAR-SE-Á MULHER, PORQUANTO DO HOMEM FOI TOMADA. POR ISSO, DEIXARÁ O HOMEM PAI E MÃE, E UNIR-SE-Á À SUA MULHER, TORNANDO-SE OS DOIS UMA SÓ CARNE”.

 

            Vamos ver agora o contexto desse texto, que é: “Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda. Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, trouxe-os ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome. Assim o homem deu nome a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo. Para o homem, todavia, não se achava adjutora que lhe correspondesse. Então o Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre o homem, e este adormeceu; tomou, então, uma das suas costelas, e fechou a carne em seu lugar. Então da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher, e a trouxe ao homem. Disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á mulher, porquanto do homem foi tomada. Por isso, DEIXARÁ O HOMEM PAI E MÃE, e unir-se-á à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher, e não se envergonhavam”. (Gn 2:18-25).

 

 

         O que chama a atenção no texto acima é o fato do Adão ter declarado: “...DEIXARÁ O HOMEM PAI E MÃE...”.

         O Adão não teve pai e também não teve mãe. No entanto, ele usou a expressão “...PAI E MÃE...” como alguém que possuía muito conhecimento sobre o assunto, isto revela que, mesmo antes de Adão conhecer aquela que viria a ser a primeira mulher existente no mundo, Deus já havia implantado a instituição familiar em seu coração. Mesmo sem ter pai, sem ter mãe e sem conhecer a primeira mulher, já existiam no coração de Adão os conceitos de pai, mãe, esposa e filhos. A única realidade visível de família que Adão tinha era a familiaridade com os animais. Havia animais machos e fêmeas, inclusive se multiplicando (Gn 1:22), mas o homem estava só. Foi nesse contexto que o Criador disse:PARA O HOMEM, TODAVIA, NÃO SE ACHAVA ADJUTORA QUE LHE CORRESPONDESSE” Gn 2:20b). Apesar disso, já existia a instituição familiar no coração de Adão; e de tal maneira que ele, mesmo sem ter pai ou mãe, ao ver a primeira mulher existente no mundo, declarou com toda a prontidão que podia ter: “...DEIXARÁ O HOMEM PAI E MÃE, E UNIR-SE-Á À SUA MULHER, TORNANDO-SE OS DOIS UMA SÓ CARNE”.

Por que Deus demorou um pouco para formar a mulher? Deus queria o ser humano só para Si por um tempo necessário. Como um Pai orgulhoso, Ele desejava desfrutar um pouco de tempo com Seu filho antes de deixá-lo “crescer” e cumprir os propósitos para os quais havia sido criado no mundo. Deus imaginou uma infância para Adão. Durante esse período, o encantamento dos olhos de Adão era somente o seu Criador. O brilho nos olhos de Adão refletia o seu Criador. E Deus também se encantava com os movimentos de Seu filho amado, enquanto este descobria o mundo, o Éden e tudo o mais que existia. Antes de Adão se tornar pai no Éden, Deus foi Pai em sua vida. No entanto, a instituição familiar já estava no coração de Adão, e Deus tinha propósitos a cumprir. Então, Ele formou a mulher, apresentou-a ao homem, e Adão “saiu da casa de seus pais” para se tornar o pai de muitos filhos.

Deus implantou a instituição familiar no coração de Adão logo que o formou, porque planejava que Adão tivesse filhos com Eva no Jardim do Éden.

Primeiro, Deus criou os animais, macho e fêmea Ele os criou. Adão deu nome a cada um deles (Gn 2:18-25), mas percebeu que lhe faltava algo. Ele começou a buscar pela mulher (Gn 2:21-24). Deus, sabendo disso, formou a mulher e a apresentou a ele. Ao vê-la, Adão declarou: “...DEIXARÁ O HOMEM PAI E MÃE, E UNIR-SE-Á À SUA MULHER, TORNANDO-SE OS DOIS UMA SÓ CARNE”.  Não dá para achar que ele não conseguiu se tornar com ela, como ele mesmo disse, “...UMA SÓ CARNE...”, tendo ele em mente que uma família é constituída primeiramente de uma parte motora transmissora chamada: “...PAI E MÃE...”. O Adão estava pronto para conhecer a Eva; Deus o havia preparado para isso. Ao ver a ela, ele declara: “...DEIXARÁ O HOMEM PAI E MÃE, E UNIR-SE-Á À SUA MULHER, TORNANDO-SE OS DOIS UMA SÓ CARNE”. 

O fato de o Criador ter implantado a instituição familiar no coração de Adão logo ao formá-lo constitui a primeira evidência, no livro de Gênesis, de que Adão e Eva tiveram filhos no Jardim do Éden.

Vamos montar um quebra-cabeça; nenhuma peça deve ser desprezada. Essa foi a primeira peça, a primeira evidência.

 

 

SEGUNDA EVIDÊNCIA

 

Agora o homem não está mais só; a mulher já está com ele. Ele tem um ideal em mente: unir-se a ela e, juntos, tornarem-se uma só carne. Eles estão no Éden. O Criador os chama e lhes dá uma ordem, dizendo: “SEDE FECUNDOS, MULTIPLICAI-VOS, ENCHEI A TERRA...” (Gn 1:28). Essa ordem do Criador foi entregue a Adão e Eva antes da desobediência. Isso revela que a vontade de Deus era que eles gerassem filhos no Jardim do Éden. Adão e Eva não sabiam que, um dia, seriam expulsos do paraíso. Por isso, não tinham motivos para adiar o momento de começar a gerar filhos em obediência à vontade e à ordem do Senhor. O fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal era proibido no Éden, mas o sexo era permitido entre o homem e a mulher; e não apenas permitido, mas praticamente ordenado, conforme está escrito: “SEDE FECUNDOS, MULTIPLICAI-VOS, ENCHEI A TERRA...” Gn 1:28. Este mandamento de Deus se divide em três partes, a saber:

         I – FECUNDAR, isto é, CAPACIDADE PARA PRODUZIR E REPRODUZIR.

 

         II – MULTIPLICAR, isto é, FRUTIFICAR, AUMENTAR O NÚMERO, PRODUZIR E REPRODUZIR.

 

         III – ENCHER A TERRA, isto é, OCUPAR TODOS OS ESPAÇOS DE TERRA DO PLANETA, E NÃO SOMENTE O JARDIM DO ÉDEN. Adão tinha a incumbência de cultivar o jardim. O que isso significa? Significa aumentá-lo. Conforme os filhos fossem nascendo, todos eles iriam cultivar o jardim juntos, fazendo com que ele se espalhasse por todo o planeta. O plano de Deus era transformar toda a terra em um paraíso. Na obediência, o homem expandiria o paraíso que Deus lhe havia dado; na desobediência, o paraíso lhe seria tirado. Na obediência, o pouco se tornaria muito; na desobediência, até o pouco que lhe havia sido dado seria tomado. Primeiro, Deus criou os animais, macho e fêmea Ele os criou; depois formou o homem, implantando a instituição familiar em seu coração, de tal forma que, ao ver a mulher, ele declarou:

 “Por isso deixará o homem pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”; após, o Criador os chama e lhes diz: “SEDE FECUNDOS, MULTIPLICAI-VOS, ENCHEI A TERRA...”, então, não pode haver dúvidas de que a ordem e a vontade de Deus eram que eles gerassem filhos no Jardim do Éden e, a partir do Éden, enchessem a terra de seres humanos por meio de seus descendentes, conforme o paraíso fosse sendo expandido. 

         O fato de Deus ter ordenado a Adão e Eva: “SEDE FECUNDOS, MULTIPLICAI-VOS, ENCHEI A TERRA...”, logo que os uniu constitui a segunda evidência do livro de Gênesis de que Adão e Eva tiveram filhos no Jardim do Éden.

 

Segundo a Bíblia, o tentador que tentou Eva era astuto. Portanto, devemos considerar que o ser humano criado por Deus também o era. Ou seja, Adão e Eva não eram ingênuos; eles eram dotados de inteligência e estavam equipados com todos os recursos intelectuais para resistir à tentação, que, segundo a Bíblia, nunca vem acima da capacidade de cada um de suportá-la. Deus não permite que ninguém seja tentado além de sua capacidade de obediência (1 Coríntios 10:13).

O diabo teve que trabalhar arduamente para fazê-los pecar. Foram anos de investimento, utilizando a serpente para ganhar a confiança da mulher e, só então, induzi-la a comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Enquanto Adão cultivava o jardim, a serpente cultivava a confiança e a admiração da mulher. Deus não cometeu nenhuma injustiça, como colocar duas pessoas despreparadas no jardim diante de um ser astuto, perigoso e maligno. Deus é fiel e justo; Ele não permite que ninguém seja tentado acima de sua capacidade de obediência, e, juntamente com a tentação, sempre provê uma saída para que cada um possa suportá-la (1 Coríntios 10:13).

Portanto, acreditar que Eva caiu em desobediência logo após ser colocada no jardim é subestimar a inteligência da mulher. É como pensar que as coisas aconteceram assim: Eva estava andando pelo jardim, Adão estava com ela, e fazia menos de um ano desde que haviam sido criados — o que já seria tempo suficiente para uma gravidez. De repente, Eva vê uma cobra falante, e então diz a Adão: - “Olha! Uma cobra que fala; e ela está pedindo para eu comer do fruto da árvore que Deus disse para não comermos”. E então Eva comeu. Acreditar que Eva caiu em desobediência logo após ser colocada no jardim é também concluir que Deus cometeu uma injustiça ao colocar duas pessoas despreparadas ali. Mas Deus não cometeu nenhuma injustiça; Ele colocou duas pessoas preparadas no Éden, inteligentes, e elas deram muito trabalho ao diabo. Ele teve que se esforçar muito para fazê-los pecar, e isso levou anos — tempo suficiente para que Adão e Eva gerassem filhos.

Também não podemos pensar que, apesar de ter ordenado que Adão e Eva gerassem filhos, o Criador os impediu de fazê-lo porque, na verdade, Sua vontade seria que eles não gerassem filhos antes do pecado. Isso seria atribuir a Deus falsidade e incoerência. Deus, sendo santo, não pode ordenar que uma pessoa honesta faça algo e, ao mesmo tempo, agir para que ela seja desobediente ou incapaz de cumprir o que foi ordenado. Dessa forma, a culpa não seria do homem, mas do próprio Criador. Além disso, Deus não ordena que alguém faça algo sem que tenha a capacidade de realizá-lo. Se Adão e Eva não tivessem gerado filhos no Éden, então a primeira desobediência teria sido essa. Porém, a Bíblia evidencia que eles geraram filhos no jardim, cumprindo a ordem do Senhor. A desobediência foi exclusivamente o fato de terem comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, nada mais.

 

TERCEIRA EVIDÊNCIA

 

O texto de Gênesis 3:1-12, diz: “Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito. Esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, os vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, que estava com ela, e ele comeu. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; coseram, pois, folhas de figueira, e cingiram-se. Então ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu, e escondi-me. Perguntou-lhe Deus: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore que te ordenei que não comesses? Disse o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore e eu comi”.

        

            O que chama a atenção do texto acima é o versículo 12, onde lemos que o homem disse a Deus: “A mulher QUE ME DESTE POR COMPANHEIRA deu-me da árvore e eu comi”.

 

            Observe que o Adão identificou a mulher que lhe deu do fruto da árvore. Se existisse somente uma mulher no jardim do Éden, então bastaria ao Adão ter dito ao Senhor: “A mulher deu-me da árvore e eu comi”. E, com certeza, Deus já entenderia que se tratava de Eva, pois ela seria a única mulher existente no jardim. No entanto, Eva não era a única mulher no jardim, e por isso Adão teve que separá-la das outras mulheres, dizendo: “A mulher QUE ME DESTE POR COMPANHEIRA deu-me da árvore e eu comi”.  Adão separou Eva das outras mulheres. E por que ele a separou? Porque havia outras mulheres compartilhando o espaço com Adão e Eva no jardim. E quem eram essas mulheres? Eram filhas, netas ou bisnetas de Adão e Eva, frutos da ordem: “SEDE FECUNDOS, MULTIPLICAI-VOS, ENCHEI A TERRA”, que eles receberam do Criador logo que foram colocados no Jardim do Éden.

            Foi interessante o fato de Adão ter identificado qual foi a mulher que o “induziu” ao erro. Se não houvesse outras mulheres no jardim, então Adão, conforme já vimos anteriormente, teria dito a Deus, simplesmente: “A mulher deu-me da árvore, e eu comi”. Mas o Adão identificou a Eva, separou-a das outras mulheres, dizendo ao Senhor: Foi a “...QUE ME DESTE POR COMPANHEIRA...” que me deu da árvore e eu comi. Revelando desta forma a existência de outras mulheres no jardim do Éden.

            Quanto tempo Adão e Eva já viviam no jardim? Muito tempo; havia até outras mulheres vivendo lá, filhas do casal, frutos da ordem: “SEDE FECUNDOS, MULTIPLICAI-VOS, ENCHEI A TERRA”, que eles receberam do Criador assim que foram unidos por Deus.  

O fato de Adão ter revelado a existência de outras mulheres no Jardim do Éden constitui a terceira evidência, no livro de Gênesis, de que Adão e Eva tiveram filhos no Jardim do Éden.

O "quebra-cabeça" vai se montando.

          QUARTA EVIDÊNCIA

 

O Senhor Deus, ao disciplinar Eva pelo fato de ela ter se deixado enganar pelo diabo, revelou que no Jardim do Éden existia gravidez. Deus disse à mulher: “MULTIPLICAREI GRANDEMENTE A DOR DA TUA GESTAÇÃO; EM DOR DARÁS À LUZ FILHOS...” Gn 3:16.

A disciplina da mulher não consistiu no fato de ela ter que gerar filhos, mas sim no fato de ter que gerar filhos EM DOR. Não é correto pensar que a disciplina da mulher foi constituída na obrigação de gerar filhos. Deus ordenou que Adão e Eva gerassem filhos quando eles estavam recém-formados e em plena obediência ao Senhor. Além disso, se gerar filhos fosse a disciplina de Deus para a mulher, então o Criador não poderia ter declarado: “MULTIPLICAREI GRANDEMENTE A DOR DA TUA GRAVIDEZ”. Ele teria dito: “TE DAREI GRAVIDEZ; TERÁS QUE GERAR FILHOS”. No entanto, Deus disse à mulher: “MULTIPLICAREI GRANDEMENTE A DOR DA TUA GESTAÇÃO...”. Isso revela, de forma clara, a existência de gravidez no Jardim do Éden.

        

            (A matemática de Deus é diferente da matemática do homem. Deus tem o poder de multiplicar as coisas a partir do zero.  É uma ciência que nós, seres humanos, não compreendemos. Mas aqueles que habitarem nos céus a entenderão. O texto do profeta Isaías 40:29 diz que o Senhor: “Dá força ao cansado, e MULTIPLICA o poder ao que não tem NENHUM vigor”. Não havia dor no Éden; Deus a multiplicou a partir do zero. O nada deixou de ser nada para se tornar aquilo que Deus desejava. Deus tem o poder de fazer isso: multiplicar a partir do zero).

O fato de Deus ter revelado, em Gênesis 3:16, que no Jardim do Éden existia gravidez constitui a quarta evidência, no livro de Gênesis, de que Adão e Eva tiveram filhos no Jardim do Éden.

          QUINTA EVIDÊNCIA

 

            O autor do livro de Gênesis, através das palavras registradas no capítulo 3, versículo 20, revelou que no Jardim do Éden existiam seres humanos além de Adão e Eva.

Gênesis 3:20 diz: “E deu o homem o nome de Eva à sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos.”

Quando o homem deu o nome de Eva à sua mulher, conforme o texto acima, ambos haviam acabado de comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, estavam sendo expulsos do Jardim, e Caim e Abel ainda não existiam. Por isso, é importante observar que o autor não se referia a Caim e Abel ao afirmar sobre a mulher: “...era a mãe de todos os seres humanos,” visto que eles ainda não existiam.

Como lemos no texto acima, a mulher recebeu o nome de Eva, cujo significado é vida, por ser a mãe de todos os seres humanos. E, se Eva era a mãe de todos os seres humanos, é óbvio que existiam seres humanos no Jardim do Éden além de Adão e Eva. E, se além de Adão e Eva existiam seres humanos no Jardim, surge então a seguinte pergunta: Quem eram esses seres humanos? Filhos de Adão e Eva; filhos que nasceram no Jardim do Éden, frutos da ordem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra...”, que eles receberam do Criador logo que foram unidos no Jardim. A Bíblia diz: “E deu o homem o nome de Eva à sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos.” Todos os seres humanos, todos os filhos de Deus, todos os viventes humanos que existiam na face da terra eram filhos de Eva.

Os seres humanos mencionados em Gênesis 6:2, por exemplo, intitulados “filhos de Deus,” eram descendentes dos filhos que Adão e Eva geraram no Jardim do Éden antes da desobediência.

O fato de o autor do livro de Gênesis ter revelado que, além de Adão e Eva, existiam seres humanos no Jardim do Éden constitui a quinta evidência, no livro de Gênesis, de que Adão e Eva tiveram filhos no Jardim do Éden.

 

 

         SEXTA EVIDÊNCIA

 

         Gênesis 4:8-15, diz:

         “Disse Caim a seu irmão Abel: Vamos ao campo. Estando eles no campo, Caim se levantou contra seu irmão Abel, e o matou. Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele respondeu: Não sei; acaso sou eu guardador de meu irmão? Disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. Agora maldito és desde a terra, que abriu a sua boca para receber de tuas mãos o sangue do teu irmão. Quando lavrares o solo não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás pela terra. Então Caim disse ao Senhor: É maior o meu castigo do que o que eu possa suportar. Hoje me lanças da face da terra, e da tua presença me esconderei, e serei fugitivo e errante pela terra; QUALQUER QUE COMIGO SE ENCONTRAR ME MATARÁ. O Senhor, porém, lhe disse: Portanto, qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes. E pôs o Senhor um sinal em Caim para que não o ferisse quem quer que o encontrasse”.

 

Do texto acima, o versículo que chama a atenção é o 14, onde lemos que Caim disse ao Senhor: “...serei fugitivo e errante pela terra, qualquer que comigo se encontrar me matará.”

Até esse versículo, a Bíblia menciona apenas quatro seres humanos: Adão, Eva, Caim e Abel, que já estava morto. No entanto, vemos que Caim teve uma preocupação: “...qualquer que comigo se encontrar me matará.” Essa declaração de Caim revela que, além de Adão e Eva, existiam outros seres humanos na face da terra em sua época. Caso contrário, Caim não poderia ter se preocupado com isso, pois, se só existissem Adão e Eva na terra, quem poderia matar Caim? Todavia, Caim mostrou-se preocupado com a possibilidade de ser morto por outras pessoas, revelando, assim, a existência de outros seres humanos na terra durante sua época. Quem eram esses seres humanos? Filhos de Adão e Eva, gerados no Jardim do Éden, frutos da ordem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra...”, que receberam do Criador logo que foram colocados ali.

Na época de Caim, existiam outros seres humanos na face da terra, além de Adão e Eva, visto que ele declarou: “...qualquer que comigo se encontrar me matará,” e Deus ainda afirmou: “...qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes,” concordando com ele.

O fato de Gênesis 4:14 revelar que, na época de Caim, além de Adão e Eva, existiam outros seres humanos na face da terra constitui a quinta evidência, no livro de Gênesis, de que Adão e Eva tiveram filhos no Jardim do Éden.

Se Adão e Eva não geraram filhos no Jardim do Éden, então a que povo Caim se referia ao dizer: “Qualquer que comigo se encontrar me matará?”

As evidências indicam que Adão e Eva geraram filhos no Jardim do Éden, e que Caim temia ser morto por algum dos muitos filhos, netos ou até bisnetos que Adão e Eva tiveram no Jardim. Após o pecado, muitos desses filhos espalharam-se pelo planeta; e a maldade, que entrou no mundo por meio da desobediência de Adão, contaminava cada vez mais pessoas. Deus havia dito a Adão: “Por tua causa, a terra é maldita” (Gênesis 3:17a). Da mesma forma que Caim não encontrou dificuldade em matar seu irmão Abel, alguns dos parentes de Caim poderiam não hesitar em matá-lo, e ele estava plenamente ciente disso, tanto que declarou: “Qualquer que comigo se encontrar me matará.” E Deus ainda disse: “...qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes.”

Havia um preconceito por parte dos filhos de Adão e Eva que nasceram antes do pecado em relação aos que nasceram depois. Eles acreditavam que os nascidos após o pecado eram impuros. É possível que Deus tenha ordenado que os homens nascidos antes do pecado não se misturassem com as mulheres nascidas depois. Então, os homens evitavam se misturar. Contudo, em determinado momento, houve uma exceção em massa (Gênesis 6:2).

 

          SÉTIMA EVIDÊNCIA   

 

            Em Gênesis 4:16 está registrado: “ENTÃO SAIU CAIM DA PRESENÇA DO SENHOR E HABITOU NA TERRA DE NODE, AO ORIENTE DO ÉDEN”.

 

            Caim habitou em Node depois que matou a seu irmão Abel.

            De acordo com o dicionário da Bíblia John D. Davis, NODE significa DEGREDO.

            DEGREDO significa LUGAR ONDE É CUMPRIDA PENA DE DESTERRO IMPOSTA PELA JUSTIÇA A CRIMINOSOS.

            O autor do livro de Gênesis registrou que Caim “...HABITOU NA TERRA DE NODE”.        

Em outras palavras, Caim “HABITOU NA TERRA ONDE É CUMPRIDA PENA DE DESTERRO IMPOSTA PELA JUSTIÇA A CRIMINOSOS”.

        

Este fato revela que, na época de Caim, Deus havia reservado um lugar para abrigar criminosos. Diante desta conclusão, devemos indagar: POR QUE NA ÉPOCA DE CAIM DEUS RESERVOU UM LUGAR PARA CRIMINOSOS, SE NAQUELA ÉPOCA EXISTIA SOMENTE ADÃO, EVA, CAIM E ABEL NA FACE DA TERRA? Porque naquela época não existiam somente Adão, Eva, Caim e Abel na face da terra; existiam, sim, outros seres humanos.

Depois do pecado de Adão, a terra tornou-se maldita e cheia de violência. Conforme já vimos, o Criador havia dito a Adão: “...MALDITA É A TERRA POR TUA CAUSA...” (Gn 3:17). A maldade do homem multiplicava-se tanto sobre a face da terra que o autor do livro de Gênesis chegou a registrar: “Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e isso lhe pesou no coração” Gn 6:5-6. Caim revelou muito bem o estado de violência em que o planeta havia entrado em sua época ao declarar: “QUALQUER QUE COMIGO SE ENCONTRAR ME MATARÁ.” E Deus concordou com a preocupação de Caim ao dizer: “...QUALQUER QUE MATAR A CAIM SERÁ VINGADO SETE VEZES.” “E PÔS O SENHOR UM SINAL EM CAIM, PARA QUE NÃO O FERISSE QUEM QUER QUE O ENCONTRASSE.”

O planeta estava perdido. O homem inclinava-se para a maldade. Até mesmo os filhos de Deus, aqueles que haviam nascido no Jardim do Éden antes da desobediência de Adão e Eva — pessoas especiais para Deus, porque foram formados em santidade — contaminavam-se com a maldade. Veja o que o autor do livro de Gênesis registrou a respeito desses filhos, na figura de seus descendentes, em Gênesis 6:1-9: “Como os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram  filhas, viram OS FILHOS DE DEUS, que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não permanecerá o meu espírito para sempre com o homem, pois este é mortal; os seus dias serão cento e vinte anos. HAVIA NAQUELES DIAS GIGANTES NA TERRA, e TAMBÉM DEPOIS, quando OS FILHOS DE DEUS conheceram AS FILHAS DOS HOMENS, as quais lhe deram filhos. Estes foram valentes, os homens de renome que houve na antiguidade. VIU O SENHOR QUE A MALDADE DO HOMEM SE MULTIPLICARA SOBRE A TERRA, E QUE TODA A IMAGINAÇÃO DOS PENSAMENTOS DE SEU CORAÇÃO ERA MÁ CONTINUAMENTE. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o Senhor: Destruirei de sobre a face da terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os répteis e as aves do céu; pois me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. “...era ele justo e íntegro em suas gerações, e andava com Deus” (Renome quer dizer: Boa reputação, no dicionário Aurélio).” Quando os filhos de Deus, agora caídos, misturaram-se em massa com as mulheres que haviam nascido após o pecado de Adão, o que restava de interesse para Deus em manter o planeta intacto se esgotava. A raça pura não existiria mais, pois agora estava se misturando: filhos nascidos em santidade com filhos nascidos em pecado. Era chegada a hora de acabar com todos e recomeçar. O peso da responsabilidade estava sobre o homem, não sobre a mulher, assim como no Éden. E eles agora se misturaram com as mulheres nascidas após o pecado.

Deus havia reservado um lugar para criminosos na época de Caim porque a terra estava cheia de maldade. O pecado que entrou no mundo por meio da desobediência de Adão contaminava a todos, inclusive aqueles que haviam sido concebidos no Jardim do Éden — homens e mulheres concebidos em santidade, na presença de Deus, mas que agora se inclinavam para a maldade. Foi temendo morrer pelas mãos de alguns destes que Caim declarou: “QUALQUER QUE COMIGO SE ENCONTRAR ME MATARÁ,” e Deus o enviou para a terra de NODE.

Os homens e as mulheres que nasceram no Jardim do Éden eram considerados filhos de Deus porque nasceram em santidade, na presença do Criador. Homens e mulheres concebidos em santidade, na presença de Deus, ANTES DA DESOBEDIÊNCIA de Adão e Eva.

Hoje, se somos considerados filhos de Deus, é porque nascemos em santidade em Cristo, na presença de Deus, conforme está escrito: “Não te maravilhes de eu te dizer: NECESSÁRIO VOS É NASCER DE NOVO” (João 3:7). Jesus Cristo.

“Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas passaram, tudo se fez novo” (2Co 5:17).

 

“Mas a todos os que o receberam (receberam a Jesus), àqueles que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos FILHOS DE DEUS – filhos nascidos não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12-13).

 

O status de filhos de Deus, perdido pelos homens devido à desobediência de Adão e Eva, pode ser reconquistado na cruz do Calvário, através da obediência de Cristo.

Até os “FILHOS DE DEUS”, aqueles que nasceram em santidade no Jardim do Éden, perderam a bênção por se inclinarem e se envolverem com a desobediência. Isso pesou no coração de Deus. Quando eles deixaram de existir como raça pura, como sacerdócio real, como nação santa, e, caídos, tomaram para si mulheres de todas as que escolheram, naquele momento era hora de Deus reiniciar a humanidade.

 Somente nascendo em santidade em Cristo nos tornamos filhos de Deus.

 Concentre-se na frase: “NECESSÁRIO VOS É NASCER DE NOVO” (João 3:7). Quem não nascer em santidade na presença de Deus jamais será considerado filho de Deus. Em Cristo, nascemos puros na presença de Deus e, então, somos considerados FILHOS DE DEUS, assim como foram aqueles que nasceram antes da desobediência de Adão e Eva, pois nasceram em um período de santidade do casal e, por isso, foram intitulados FILHOS DE DEUS.

Os filhos de Adão e Eva eram, acima de tudo, filhos de Deus; eles não tinham pecados, assim como Adão e Eva também não tinham quando os conceberam. Eles não haviam sido concebidos em pecado, como Davi foi (Salmo 51:5), e como nós também fomos. Eles nasceram no estado original do casal, antes do pecado; portanto, foram intitulados FILHOS DE DEUS. Eles eram fortes, como a Bíblia diz: “HAVIA NAQUELES DIAS GIGANTES NA TERRA, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. ESTES FORAM VALENTES, OS HOMENS DE RENOME QUE HOUVE NA ANTIGUIDADE.”

Renome quer dizer BOA REPUTAÇÃO. E só poderia ser assim, pois eles eram filhos de pessoas especiais para Deus: filhos que nasceram no período de santidade do casal Adão e Eva. Não eram filhos de demônios; se fossem, teriam sido pessoas terríveis, e não pessoas de boa reputação, valentes, como a Bíblia descreve.

 A desobediência do Adão deixou o mundo maldito; Caim e Abel, que nasceram depois do pecado, já não nasceram fortes, gigantes, em relação aos “filhos de Deus”; a desobediência já demonstrava a sua força no mundo, e os filhos que nasceram depois da pecado já não nasciam robustos e, acima de tudo, FILHOS DE DEUS. Quem não nascer em santidade na presença de Deus jamais será considerado filho de Deus. “Não te maravilhes de eu te dizer: NECESSÁRIO VOS É NASCER DE NOVO” (João 3:7). Os filhos que nasceram antes da desobediência de Adão e Eva foram considerados filhos de Deus e agora precisamos nascer em Cristo para sermos considerados filhos de Deus, pois ele não desobedeceu.

 

  “ENTÃO SAIU CAIM DA PRESENÇA DO SENHOR E HABITOU NA TERRA DE NODE, AO ORIENTE DO ÉDEN”.

 

A terra ainda não era um lugar totalmente perdido, e Caim, o mau exemplo, já havia sido enviado para NODE.

O mundo continuava, a raça humana multiplicava-se rapidamente, mas não somente ela; a maldade que a acompanhava também se multiplicava rapidamente. O planeta Terra acabou por se tornar uma grande, terrível, e, ainda pior, NODE: um lugar onde a justiça era desprezada, a maldade prevalecia, e os homens não respeitavam ao Criador.

 “Conforme está escrito: Não há um justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente. Veneno de víbora está debaixo de seus lábios. A sua boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiro para derramar sangue; nos seus caminhos há destruição e miséria, e desprezam o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos” (Rm 3:10-18).

O mundo caminhou de mal a pior; então Deus resolveu enviar o dilúvio. Por mais de cem anos, ecoou uma mensagem pelo planeta anunciando que cairia água do céu e inundaria toda a terra, mas ninguém quis dar crédito à "loucura" dessa pregação. Até que, um dia, o dilúvio chegou e cobriu com suas águas toda a humanidade, incluindo os já provavelmente falecidos CAIM E SUA ESPOSA, esta que, se não foi uma filha, foi então uma neta, bisneta ou tataraneta de Adão e Eva.

Caim, nascido depois do pecado, envolveu-se com uma mulher nascida antes do pecado. O mundo já não era mais perfeito, e mulheres também se perderam na caminhada, mas não a totalidade delas.

 “Noé achou graça aos olhos do Senhor. “...era ele justo e íntegro em suas gerações, e andava com Deus(Gn 6:8-9).

         Quando terminou o dilúvio “Então edificou Noé um altar ao Senhor, e, tomando de todos os animais limpos, e de todas as aves limpas, ofereceu holocausto sobre o altar. O Senhor sentiu o suave cheiro, e disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice. E jamais tornarei a ferir a todos os seres viventes, como fiz. Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gn 8:20-22). “MAS VÓS FRUTIFICAI E MULTIPLICAI-VOS; POVOAI ABUNDANTEMENTE A TERRA, E MULTIPLICAI-VOS NELA” (Gn 9:7). “Estabeleço convosco a minha aliança: Não mais será destruído tudo o que tem vida pelas águas do dilúvio; não haverá mais dilúvio para destruir a terra. E disse Deus: Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, por gerações perpétuas: O MEU ARCO TENHO POSTO NAS NUVENS, e ele será por sinal de HAVER UMA ALIANÇA ENTRE MIM E A TERRA. Sempre que eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens, eu me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós e entre todos os seres viventes de toda a carne. As águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir tudo o que tem vida. O arco estará nas nuvens, (É O ARCO ÍRIS) e eu o verei, para me lembrar da aliança eterna entre mim e todos os seres viventes de todas as espécies, que estão sobre a terra. (Gn 9:11-16).

 

Quando Adão saiu do Éden, ele saiu de lá como uma “criança”, ou seja, no Éden o homem não envelhecia, não adoecia, nem morria. Porém, ao sair do paraíso, ele começou a envelhecer e a morrer. Por isso, é importante considerar que seus dias passaram a ser contados a partir daquele momento, pois ele se tornou mortal, deixou de ser eternamente jovem e passou a ser como nós, seres humanos da atualidade. No momento em que foi expulso do paraíso, nasceu o Adão mortal, conhecedor do bem e do mal, consciente de sua mortalidade. Assim, começou a contar seus dias, porque no Éden não havia essa calamidade; não havia preocupação com o tempo, pois eram eternos.

O autor do livro de Gênesis deixou a genealogia de Adão aberta para que entendêssemos que o começo da humanidade não foi com Caim e Abel.

As evidências do livro de Gênesis deixam claro que Adão e Eva não estavam sozinhos no Éden e afirmam que Eva era a mãe de todos os seres humanos, “E DEU O HOMEM O NOME DE EVA (que quer dizer vida) À SUA MULHER, POR SER A MÃE DE TODOS OS SERES HUMANOS”. (Gênesis 3:20).

            Amém,

Claudinei Nunes Pereira.